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Pelo impeachment

Da Redação

| Edição de 08 de janeiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Terceira colocada na disputa pela Presidência da República em 2014, a ex-senadora Marina Silva (foto), do partido Rede, afirmou que impeachment não é golpe, que a presidente Dilma Rousseff (PT) não tem mais liderança política no País e que o melhor caminho é o processo que está no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que poderia resultar na cassação inclusive do vice, Michel Temer (PMDB). Em entrevista à Rádio Gaúcha, Marina criticou o governo Dilma. “Mais que os problemas econômicos, temos o político, porque nós temos uma presidente que na verdade não tem mais a liderança política no País, tem baixíssima popularidade, não tem maioria no Congresso.” Para ela, o impeachment é um instrumento previsto na Constituição.

Imagem ilustrativa da imagem Pelo impeachment

PF PEDE AJUDA FINANCEIRA AO JUIZ MORO

A Superintendência da Polícia Federal em Curitiba pediu judicialmente verbas recuperadas pela Justiça Federal para pagar conta de energia elétrica, gastos com gasolina e manutenção de carros. O juiz federal Sergio Moro concordou com a liberação de R$ 172 mil para que as investigações da Operação Lava Jato não fossem interrompidas "por falta de dinheiro para despesas básicas". "Tenho presente que a autoridade policial [PF] não solicitaria esse remanejamento da verba caso isso não fosse absolutamente necessário", disse Moro, em seu despacho, de novembro do ano passado.

PARA DELEGADOS, CORTES VISAM DESMONTE

Delegados da Polícia Federal divulgaram, ontem, manifesto em que criticam os cortes orçamentários no órgão, subordinado ao Ministério da Justiça. O documento, aprovado em assembleias da categoria nesta semana, chamam os cortes de “Operação Desmonte da Polícia Federal”. “Há alguns anos, observamos a redução dos investimentos na PF e a carência sistemática de recursos, inclusive, para a manutenção das atividades rotineiras da instituição”, diz o texto. Nas últimas semanas, o Ministério da Justiça e a Polícia Federal travam uma disputa pública em relação aos cortes.

CUNHA DIZ QUE FALTA BASE AO GOVERNO

No dia em que a presidente Dilma Rousseff voltou a defender o retorno da CPMF e criticou a aprovação de pautas-bomba pelo Congresso em 2015, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reiterou seu discurso contrário ao imposto sobre movimentações financeiras e afirmou que o governo "continua sem maioria, apesar da farta distribuição de cargos". Para Dilma, é necessário melhorar o cenário político, que tem agravado a crise econômica. Ela criticou ontem o que atribuiu a alguns parlamentares que, segundo ela, apostaram na prática do "quanto pior melhor".

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DELATOR CITA PROPINA AO PSDB

Um dos emissários do doleiro Alberto Youssef, Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, afirmou em sua delação premiada na Operação Lava Jato que tomou conhecimento sobre o pagamento de propina "ao líder do PSDB", que supõe ser o ex-presidente da legenda, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), para prejudicar as investigações da CPI da Petrobras instalada em 2009. Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa também já haviam feito relatos sobre o pagamento de propina a Guerra em suas delações premiadas na Lava Jato.

COMISSÃO ELEVA SALÁRIO DE PROCURADOR

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou proposta que estabelece novo valor para o subsídio mensal do procurador-geral da República: R$ 39.293,38. Atualmente, o salário do chefe do Ministério Público da União (MPU) é de R$ 33.763. Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Benjamin Maranhão (SD-PB), que propôs aumento escalonado, de 8,19% para janeiro e de 8,19% para março de 2016. O texto original, da Procuradoria-Geral da República (PGR), previa o reajuste total, de 16,38%, já para janeiro.