O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB-RJ (foto), anunciou em plenário ontem que desistiu do rito que havia proposto para eventual processo de afastamento contra Dilma Rousseff. Esse "manual do impeachment" havia sido barrado por duas liminares do Supremo Tribunal Federal -que, agora, perdem o efeito segundo ele.
O objetivo do peemedebista com isso é desobstruir o caminho em relação à decisão sobre se dará ou não sequência ao pedido de impeachment contra a petista, decisão que não tem data para ser anunciada. "Volta a interpretação que sempre teve. Passa a valer o que está previsto na Constituição e na lei 10.079", disse, citando a legislação que lhe permite decidir sobre a sequencia ou não do pedido, e que dá possibilidade de recurso contra essa decisão ao plenário da Câmara.
SENADOR E MINISTRO TROCAM XINGAMENTOS
O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), protagonizou ontem uma forte discussão com o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia), que quase culminou em briga física durante uma audiência pública da Comissão Mista Permanente de Mudanças Climáticas do Congresso. Aos xingamentos de "bandido" e "safado", os dois precisaram ser contidos pelos senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), que estava sentado ao lado de Braga, e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que presidia a comissão. A confusão começou quando Caiado fazia perguntas ao ministro sobre a renovação de concessões de distribuidoras.