O PSDB formalizou ontem o rompimento com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cujas explicações para negar o envolvimento no escândalo do petrolão foram classificadas pela legenda como "desastrosas". O partido reiterou o pedido de que Cunha se afaste da presidência e afirma que não participará mais das reuniões que ele promove semanalmente com líderes partidários em sua residência oficial.
Além disso, o partido indicou que votará pela cassação de Cunha no Conselho de Ética caso ele não apresente provas contundentes de sua inocência, para além do que já manifestou. "Essa sua defesa, de forma bem objetiva, acabou se transformando em um desastre", afirmou o líder da bancada, Carlos Sampaio (foto)
LEVY SOFRE 'MASSACRE' EM REUNIÃO
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy , enfrentou um "massacre" na noite de terça-feira (10) ao participar de um jantar com senadores tanto da base aliada quanto da oposição ao tentar defender, mais uma vez, a aprovação da segunda etapa do ajuste fiscal, com medidas como a recriação da CPMF. O ministro foi convidado para tratar de propostas que pudessem alavancar a economia brasileira sem prejudicar os contribuintes, mas acabou sendo o alvo central das críticas. De acordo com colegas, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) chegou a dizer que gosta do ministro como pessoa mas "detesta sua política econômica".