A janela de filiações aberta no último dia 18 deve reforçar as bases dos governadores nas Assembleias Legislativas. A expectativa é que a possibilidade de migrar de partido sem perder o mandato faça com que muitos deputados estaduais busquem abrigo ao lado dos governos. Prevista pela reforma política, a janela oferece um prazo de 30 dias para que os políticos mudem de sigla. No Paraná, por exemplo, a bancada do PMDB deve ser o principal alvo do governador Beto Richa (PSDB): quatro dos oito deputados do partido negociam a migração para partidos da base do governo. No Estado, o PMDB é comandado pelo senador Roberto Requião, um dos adversários mais ferozes do tucano e concorrente nas eleições de 2014, quando Richa se reelegeu. “Requião transformou o PMDB do Paraná num ‘Estado Islâmico’, com decisões autoritárias. Isso gera uma intranquilidade e nos deixa desconfortáveis”, diz o deputado Luiz Claudio Romanelli, que negocia ida para o PSB.
PARA O SENADO
O vereador Luiz Cordeiro Magalhães, que era do PT e assumiu o comando do PRB em Apucarana, está buscando novas filiações ao partido. Segundo ele, nesta semana deverá migrar para o PRB o dirigente da Cooperativa dos Catadores de Apucarana (Cocap), Itamar Gomes de Oliveira, o líder comunitário Mário Santos e a professora Márcia Preto. Todos eram do PT.
ADESÃO AO PROJETO I
O projeto de iniciativa popular que pede salário de professor municipal para vereador ganhou adesão dos apucaranenses. O abaixo-assinado, encabeçado pelo movimento “Cristãos pelo Brasil”, já havia recebido mais de 1,5 mil assinaturas até ontem. Lideranças do grupo estiveram na Praça Rui Barbosa recolhendo assinaturas, das 9h às 12 horas, enquanto também pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
ADESÃO AO PROJETO II
Para Cristiane Zanetti, integrante do movimento “Cristãos pelo Brasil”, a adesão ao projeto que pede salário de professor para vereador é unânime dos apucaranenses. “Nós precisamos de 5 mil assinaturas para levar o projeto na Câmara Municipal, mas vamos conseguir muito mais. Não tem um apucaranense que não concorde com a redução salarial dos vereadores”, diz.
GRATO COM AMUVI
O prefeito de Novo Itacolomi, Roberto Munhoz (PMDB), o Polaco da Pá, manifestou-se grato pelo fato de sua cidade sediar a reunião da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi), na última sexta-feira. O encontro, aliás, teve uma razoável participação de prefeitos.
PRIMEIRA REUNIÃO
A reunião da Amuvi realizada sexta-feira em Novo Itacolomi foi a primeira do ano sob a presidência da prefeita de São Pedro do Ivaí, Maria Regina Della Rosa Magri (DEM) após sua posse. Foi também a primeira reunião da associação em Novo Itacolomi no mandato do atual prefeito Polaco da Pá.
AGROINDÚSTRIAS
Como presidente da Amuvi, a prefeita Maria Regina Della Rosa Magri manteve reunião, nos últimos dias, com dirigentes de algumas cooperativas que atuam na região. Ela pediu à Coamo e à Cocari, por exemplo, que instalem unidades de processamento de grãos (agroindústrias) no Vale do Ivaí, como forma de gerar emprego e fomentar a economia regional.
‘DE PERNAS PRA CIMA”
O prefeito de Cruzmaltina, José Maria dos Santos (PSDB), fez um pronunciamento de revolta durante reunião da Amuvi em Novo Itacolomi. Ele fez duras críticas ao governo da presidente Dilma que, segundo ele, acabou com a economia do País e prejudica os municípios. “Eles deixaram o Brasil de pernas pra cima, tá uma bagunça”, disse.
VIOLÊNCIA CONTRA MULHER
O deputado estadual José Carlos Schiavinato (PP) apresentou projeto na Assembleia Legislativa do Paraná tornando obrigatória a divulgação do serviço “Disque Denúncia de Violência contra a Mulher”, o Disque 180. O projeto começa a ser votado em Plenário nesta segunda-feira, véspera do Dia Internacional da Mulher. Ele acredita que este serviço pode ajudar a diminuir os casos de violência.
CONTRA CASSAÇÃO
O deputado federal paranaense Ricardo Barros (PP) votou contra a admissão do processo de cassação do mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. A abertura do processo foi aprovada por 11 votos a 9. O outro parlamentar paranaense no colegiado, Sandro Alex (PPS), votou pela admissibilidade da denúncia.