Em sua trajetória política, o ex-prefeito de Apucarana, Valter Aparecido Pegorer (PMDB), sempre teve um discurso moralista, cobrando decência e responsabilidade na gestão pública. Dentro desta linha, a retórica de Pegorer, que se tornou emblemática na recente história política de Apucarana, foi o corte do telefone geral da prefeitura (3422-4000) por falta de pagamento de contas, durante o mandato do ex-prefeito Carlos Scarpellini (PP). A mudez do telefone da prefeitura gerou ácidas críticas ao ex-prefeito Scarpellini e sua equipe, com acalorados discursos de Pegorer, principalmente na eleição para o seu segundo mandato de prefeito no ano de 2000. Para Pegorer, o corte do telefone da prefeitura era uma vergonha e um atestado de irresponsabilidade e incompetência do gestor público.
INADIMPLÊNCIA DE PEGORER
Pois bem, passados apenas quatro anos, Valter Pegorer deixou de pagar centenas de contas de água e esgoto da Sanepar dos prédios públicos do município. E mais, no seu terceiro mandato também ficou inadimplente com as faturas da Sanepar nos anos de 2007 e 2008.
CONTAS DE ÁGUA
A dívida gerada por Pegorer com contas de água atingiu o montante de R$ 783 mil, além de mais R$ 191 mil em juros e multas. Certamente, se qualquer cidadão deixasse de pagar a conta da água, teria dentro de um prazo regulamentar o corte no fornecimento. Talvez, dentro das normas da Sanepar, o hidrômetro e a ligação fossem até retirados.
SEM CORTE
Mas, diante deste calote, que o próprio Pegorer condenou duramente, taxando-a de irresponsável, a água não foi cortada nas escolas, creches, nos postos de saúde e demais prédios públicos de Apucarana. Talvez, por prejudicar crianças, jovens e até pacientes, a Sanepar manteve o fornecimento.
CALOTE E PREJUÍZO
O discurso de Valter Pegorer contra seu adversário político foi ferino e condenatório. Porém, ele acabou fazendo pior, gerando uma dívida de quase R$ 1 milhão, durante três anos, causando um prejuízo ao município de quase R$ 200 mil só em multas e juros. Fica o questionamento: o calote do telefone não pode, mas o da água pode?
MOBILIDADE URBANA
O prefeito de Apucarana, Beto Preto (PT), deve encaminhar à Câmara de Vereadores, no início da próxima semana, o projeto da Lei Municipal da Mobilidade Urbana, com recomendação para ser votado em regime de urgência. A intenção é garantir a aprovação e publicação da lei o mais rápido possível para envio ao governo federal.
APRECIAÇÃO DA CÂMARA
O presidente da Câmara de Apucarana, José Airton Deco de Araújo (PR), disse ontem que, assim que receber o projeto da mobilidade urbana, vai convocar sessões extraordinárias para sua votação. “Quanto mais velocidade a gente dar ao projeto, quem sai ganhando é a administração municipal e a própria população”, diz.
REUNIÃO DA AMUVI
Prefeitos da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi) vão se reunir no próximo dia 29, às 14 horas, no salão da Paróquia Santíssima Mãe de Deus, em Ivaiporã. O encontro terá a presença da secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, e do secretário do Esporte, Douglas Fabrício.
IMPORTÂNCIA
Segundo o presidente da Amuvi, prefeito Luiz Carlos Gil (PSDB), de Ivaiporã, é importante que os prefeitos participem deste encontro da Amuvi, porque serão tratados assuntos de grande interesse dos municípios, tanto com Fernanda Richa como com Douglas Fabrício. O secretário do Esporte, aliás, vai distribuir um kit de materiais esportivos para cada um dos prefeitos.
JUROS DE MORA
Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantiveram, ontem, a cobrança dos juros de mora determinada pela desaprovação da prestação de contas do PSTU referente ao exercício financeiro de 2008. O ministro relator Dias Toffoli negou o pedido do partido, que queria afastar a cobrança dos juros de mora.