Qual a importância do apoio emocional na vida de alguém? Falaremos sobre o apoio emocional que temos ou tanto queremos para tantas situações que passamos e a oferta á aqueles que fazem parte do nosso convívio social, uma atitude de doação da nossa parte.
Atualmente vivemos sérios problemas sociais em âmbitos diversos, desde regionais a global, e isso não é novidade para ninguém. Vemos diariamente reportagens como enchentes, tempestades, terremotos, etc., mas a pergunta que me inquieta e com certeza é ponto de análise de muitos de vocês, como a sociedade tem se comportado diante deste cenário?
Na grande maioria das dificuldades apresentadas acima, criamos campanhas em prol dos desabrigados, nos desdobramos em atividades que buscam oferecer apoio material ás pessoas atingidas, e isso tudo é de extrema importância por ser uma necessidade primária! Mas somente esse tipo de apoio basta? Em uma situação de desespero pessoal, diante de uma perda, uma frustração, quando o mundo parece desmoronar sobre nós, o que mais desejamos?
Quando uma cidade é afetada por um desastre, as construções, os espaços físicos, mesmo que profundamente comprometidos serão reconstruídos, os auxílios financeiros chegam de diversas partes do país e, muitas vezes, do mundo, mas trago um olhar preocupado para a importância da reconstrução emocional daqueles que também estão “desabrigados” emocionalmente.
Devemos ter em mente que somos capazes de nos reconstruir e de auxiliar a reconstrução de muitos ao nosso entorno. Muitas vezes não nos achamos capazes de apoiarmos alguém emocionalmente, mas o fato de apenas sermos ouvintes das aflições do outro, mesmo sem sabermos o que falar em algumas situações, faz com que ele inspire ar puro em meio ao seu destroço emocional.
Ser um ser humano nessa era, é compreender que todos nós fazemos parte do jogo da vida. Cada um carrega dentro de si várias peças que completa o jogo de outras pessoas. Um completa o outro, nos preenchemos, nos encaixamos, nos tornamos maiores quando juntamos o que somos ao que o outro é. Como o pensamento apresentado no filme Náufrago de 2001, nenhum ser humano é uma ilha.
Deixo aqui a reflexão sobre termos uma postura que valorize, acolha, incentive e atenda a necessidade do outro, mas sem sermos invasivos, sem desrespeitar os limites do que os outros realmente necessitam e desejam receber. Perceber esse limiar é um exercício de percepção pessoal que devemos desenvolver com sabedoria constantemente, para que quando estivermos “desabrigados” emocionalmente também possamos procurar por apoio emocional conhecendo as nossas necessidades e limites.