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Transporte coletivo

Da Redação

| Edição de 05 de março de 2017 | Atualizado em 04 de março de 2017

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A licitação do transporte coletivo dominou os debates na Câmara de Apucarana na última sessão. O edital está sendo elaborado pela Prefeitura e a maioria dos vereadores quer incluir suas sugestões. Muitos, como Luciano Molina (Rede), defendem que a Câmara tenha acesso à licitação antes dela ser lançada. Além das reivindicações, há também alguns aspectos legais em discussão. Em legislaturas passadas, a Câmara aprovou leis que deveriam ser incluídas no edital. É o caso do projeto do vereador José Airton Deco de Araújo (PR), que exige a presença de motorista e cobrador em cada ônibus, e também do ex-vereador Marcos Martins (PSB), que determina a instalação de uma câmera nos veículos, visando garantir a segurança dos passageiros. 


Como fica? O vereador Deco questionou no plenário a situação da lei de sua autoria. Ele defende a inclusão da exigência na licitação. “Se não for incluída no edital, essa lei então precisa ser revogada para não ter problema depois”, pondera. O vereador Rodolfo Mota (PSD) entende que essa matéria precisa ser rediscutida. Ele opina que não como manter um cobrador e um motorista em cada ônibus sem que a tarifa não aumente e propõe uma cota de 20% de veículos com “tripulação” completa.

Análise O vereador Mauro Bertoli (DEM), presidente da Câmara, pediu à assessoria técnica da Casa que levante todas as leis que envolvam o transporte público coletivo e que possam gerar impasse na licitação, no caso de não serem incluídas. Com esse levantamento em mãos, ele atendeu sugestão de propor uma discussão junto à Prefeitura antes do lançamento do edital.

Previdência O vereador apucaranense Lucas Leugi (Rede) tem se mostrado crítico à reforma da Previdência, proposta pelo governo federal e que será ainda votada no Congresso Nacional. Segundo ele, o déficit propagado pelo governo federal é “mentiroso”. “É uma reforma maluca, que vai prejudicar o trabalhador”, diz Leugi. Segundo ele, a Previdência tem superávit, mas o governo frauda os dados, e usa o dinheiro para pagar parte da dívida pública.

Apelo Durante a sessão da última quinta-feira, Lucas Leugi pediu que os demais vereadores pressionem deputados federais para que votem contra a reforma da Previdência. “A reforma prevê a idade mínima de 65 anos para se aposentar e 49 anos de contribuição para receber 100% do valor. Imagina um pedreiro. Ele jamais vai conseguir contribuir por 49 anos e nunca vai receber 100% da aposentadoria. Isso é injusto. É uma reforma que prejudica os mais humildes”, critica Leugi, que foi apoiado por Luciano Molina (Rede).


Mulheres Falando na Câmara de Apucarana, os vereadores farão amanhã, na sessão ordinária, a partir das 20 horas, uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher. “Já me adianto e parabenizo todas as mulheres guerreiras, espelhos de todos os lares, que não medem esforços para cumprir as tarefas diárias, para cuidar da família, do seu trabalho, da sua casa. Mulheres que batalham diariamente e vencem”, afirma o presidente da Casa, Mauro Bertoli (DEM).

Mês especial Além da homenagem durante a sessão, o mês de Março será especial na Câmara de Apucarana. Todas as segundas-feiras serão realizadas apresentações culturais. “Nesta segunda-feira teremos a apresentação, antes e no término da sessão, de músicos da Banda Municipal de Apucarana regidos pelo maestro Ricardo Podmowisk”, conta a vereadora Márcia Sousa (PSD).

Caixa 2 O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedito Júnior, conhecido como BJ, disse em depoimento ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que no acordo de delação premiada assinado no âmbito da Lava Jato há 60 anexos em que ele fala sobre demandas de campanhas estaduais de vários partidos com a empreiteira baiana. Ou seja, as denúncias de caixa 2 devem pipocar também em muitos estados nos próximos dias.

Sede à venda O governo de Minas Gerais realiza estudos para enviar à Assembleia Legislativa do Estado nas próximas semanas projeto de lei para vender a Cidade Administrativa, complexo de prédios da administração estadual construído durante a gestão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à frente do governo mineiro, entre 2003 e 2010. Ao custo de R$ 1,3 bilhão, o complexo foi construído pelas principais empreiteiras do país e, segundo o governador Fernando Pimentel (PT), está provocando prejuízos ao Estado.


TSE registrou nas eleições de 2014 e 2016 mais de 15,6 mil fraudes em títulos de eleitor 

Descoberta ocorreu por meio do cruzamento de informações biométricas

São eleitores que foram a diferentes cartórios, se passaram por outras pessoas e conseguiram emitir mais de um título, o que é ilegal