ECONOMIA

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Aeronaves, óleo, café e carne estão fora do tarifaço imposto pelos EUA

(via Agência Brasil)

| Edição de 16 de julho de 2026 | Atualizado em 16 de julho de 2026

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Os produtos brasileiros de aviação civil, petróleo, carne bovina e café, que juntos representaram um terço das exportações do Brasil para os Estados Unidos no primeiro semestre deste ano, não serão afetados pelo aumento tarifário imposto pelos EUA.

Na quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos do Brasil. No entanto, itens como celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja também ficaram isentos dessa cobrança adicional.

Por outro lado, setores como ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola e máquinas elétricas não destinadas à aviação não conseguiram escapar da nova taxação.

As isenções foram concedidas pelos Estados Unidos para produtos brasileiros que não são produzidos em quantidade suficiente ou a preços competitivos internamente, evitando assim a escassez de determinados produtos no mercado consumidor e possíveis impactos na economia americana.

Impacto do Tarifaço

As tarifas de 25% foram anunciadas e estão previstas para entrar em vigor no dia 22, após uma investigação conduzida pelo USTR.

O USTR justificou as tarifas alegando que certas práticas brasileiras eram inadequadas e prejudicavam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores dos EUA.

Em resposta, o governo brasileiro repudiou as novas tarifas, afirmando que não reconhece a legitimidade da investigação do USTR e que não há justificativa para tais medidas.

O Brasil declarou que iniciará imediatamente os procedimentos para acionar os mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levará a questão ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC (Organização Mundial do Comércio).

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Com informações da Agência Brasil