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Agronegócio poderá usar linha de crédito do FAT para inovação

(via Agência Brasil)

| Edição de 20 de maio de 2026 | Atualizado em 20 de maio de 2026

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Produtores rurais que desejam investir em inovação agora têm à disposição uma linha especial de crédito. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou recentemente uma alteração nas regras de financiamento para inovação e digitalização, utilizando recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Essa medida amplia o acesso ao crédito para empresários individuais e pessoas físicas que atuam no agronegócio, produção florestal, pesca e aquicultura.

Na prática, isso significa que produtores rurais e trabalhadores desses setores poderão contratar financiamentos para modernização tecnológica, aquisição de máquinas e equipamentos, além de digitalizar suas atividades produtivas.

Os recursos são repassados pelo FAT ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que oferece o crédito com juros subsidiados.

O que muda

Anteriormente, as operações de crédito eram restritas a empresas formalmente organizadas. Com a nova regulamentação, pessoas físicas e empresários individuais também passam a ser reconhecidos como beneficiários das linhas de financiamento.

A mudança é válida para trabalhadores residentes e domiciliados no Brasil que exerçam atividades econômicas nos seguintes setores:

  • Agronegócio;
  • Produção florestal;
  • Pesca;
  • Aquicultura;
  • Serviços diretamente relacionados a esses segmentos.

Como funciona

Os financiamentos utilizam recursos do FAT, que é abastecido principalmente pelas contribuições do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). O dinheiro é transferido ao BNDES, que opera programas de crédito voltados ao investimento produtivo.

As operações utilizam a Taxa Referencial (TR) como base de remuneração, o que tende a tornar o crédito mais acessível em comparação a modalidades tradicionais de mercado.

Segundo o governo, os recursos poderão ser usados para:

  • Aquisição de máquinas e equipamentos;
  • Modernização tecnológica;
  • Digitalização da produção;
  • Aumento da produtividade;
  • Melhoria das condições de trabalho e produção.

Impactos esperados

A avaliação do governo é que a medida pode estimular a produção e a comercialização de máquinas agrícolas e equipamentos tecnológicos, além de beneficiar fabricantes, distribuidores e prestadores de serviço.

A expectativa também é de geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento da atividade econômica nas regiões atendidas.

O governo argumenta ainda que a modernização tecnológica pode melhorar a eficiência da produção rural e ampliar a competitividade do setor.

Quem compõe o CMN

O Conselho Monetário Nacional é o principal órgão responsável por definir as diretrizes das políticas monetária, cambial e de crédito do país.

Atualmente presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também é composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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Com informações da Agência Brasil