ECONOMIA

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Apostas não financeiras em plataformas de previsões são proibidas

(via Agência Brasil)

| Edição de 24 de abril de 2026 | Atualizado em 25 de abril de 2026

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A partir do início de maio, as apostas em temas como esportes, política e entretenimento serão proibidas nas plataformas de mercado de previsões no Brasil. Essa decisão foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) com o objetivo de fechar uma brecha regulatória e estabelecer regras mais claras para essas atividades.

Na prática, apenas contratos relacionados a temas econômicos e financeiros, como inflação, juros ou preço de commodities, continuarão permitidos. Esses são bens primários com cotação internacional.

O que é o mercado preditivo?

O mercado preditivo funciona como uma espécie de "bolsa de apostas" sobre eventos futuros, onde as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples, como "Vai acontecer ou não?". Se o evento ocorrer, quem apostou ganha dinheiro; caso contrário, perde.

A diferença em relação às apostas tradicionais é que nas bets, a empresa define as regras e paga os prêmios, enquanto nos mercados preditivos, os próprios usuários negociam entre si. Esses contratos são tratados como derivativos, um tipo de investimento que depende do valor futuro de algo.

O que passa a ser proibido?

Com a nova regra, ficam proibidos no Brasil contratos ligados a:

  • Resultados de jogos esportivos
  • Eleições e temas políticos
  • Reality shows e entretenimento
  • Eventos sociais ou culturais

Na prática, boa parte do que fazia sucesso nessas plataformas deixa de ser permitido. A proibição se aplica inclusive a plataformas estrangeiras que ofereçam esses produtos a brasileiros.

O que continua liberado?

Ainda será possível negociar contratos ligados a variáveis econômicas, como:

  • Taxa de juros
  • Inflação
  • Câmbio
  • Preço de petróleo ou outras commodities

Esses casos continuam sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula o mercado financeiro.

Por que o governo tomou essa decisão?

O principal motivo é que o governo passou a entender que apostas sobre eventos não-financeiros funcionam, na prática, como jogos de azar, não como investimentos. Dessa forma, apostas em eventos não financeiros só podem ser feitas por meio de bets, que exigem licença do Ministério da Fazenda, pagamento de taxas e regras de proteção ao jogador.

Sem esses requisitos, as plataformas de mercado preditivo eram vistas como concorrência irregular às bets.

O que muda para o setor?

A decisão reduz drasticamente o espaço de atuação de empresas de mercado preditivo no Brasil, como plataformas internacionais que ofereciam apostas sobre eleições ou eventos globais. Por outro lado, o governo tenta evitar riscos para investidores, reduzir especulação excessiva e organizar um setor que crescia sem regras claras.

A regulamentação complementar será feita pela CVM, que também ficará responsável por fiscalizar o cumprimento das novas normas.

Quando passa a valer?

As novas regras entram em vigor em 4 de maio e fazem parte de um movimento mais amplo do governo para organizar o mercado de apostas e produtos financeiros no país.

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Com informações da Agência Brasil