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Arrecadação federal bate recorde de R$ 2,89 trilhões em 2025

(via Agência Brasil)

| Edição de 22 de janeiro de 2026 | Atualizado em 22 de janeiro de 2026

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A arrecadação da União com impostos e outras receitas atingiu um marco histórico em 2025, somando R$ 2,89 bilhões, conforme dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (22), juntamente com os resultados de dezembro.

Em relação a 2024, houve um aumento anual real de 3,75%, considerando a inflação ajustada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O desempenho arrecadatório de dezembro também foi o melhor já registrado. No último mês de 2025, a arrecadação chegou a R$ 292,72 bilhões, representando um aumento real de 7,46% após correção pelo IPCA.

Os dados completos sobre a arrecadação estão disponíveis no site da Receita Federal. O crescimento da arrecadação foi impulsionado por bons resultados econômicos e aumentos de impostos.

“São números expressivos, um crescimento significativo, considerando o alto patamar do ano anterior [2024]”, destacou o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, durante a apresentação dos dados.

Os valores referem-se a tributos federais, como Imposto de Renda (IR) de pessoas físicas e jurídicas, receita previdenciária, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), entre outros.

Arrecadações com royalties e depósitos judiciais, que não são apurados pela Receita Federal, também foram incluídas.

Quanto às receitas administradas pelo órgão, o valor arrecadado em 2025 foi de R$ 2,76 trilhões, representando um aumento real de 4,27%.

No mês passado, a arrecadação da Receita Federal alcançou R$ 285,21 bilhões, um aumento real de 7,67%.

A base de comparação, no entanto, está influenciada por eventos não recorrentes ou alterações legislativas que ocorreram em 2024 sem equivalentes em 2025.

Em 2024, houve um recolhimento extra de R$ 13 bilhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) - Rendimentos de Capital, referente à tributação de fundos exclusivos, o que não se repetiu em 2025.

A lei que altera o IR incidente sobre fundos de investimentos fechados e sobre a renda obtida no exterior por meio de offshores foi sancionada em dezembro de 2023.

Também houve uma arrecadação atípica do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incidem sobre o lucro das empresas. Em 2024, o recolhimento extra foi de R$ 4 bilhões, enquanto no ano passado chegou a R$ 3 bilhões.

“Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 4,82% na arrecadação do período de janeiro a dezembro de 2025”, informou a Receita Federal.

Destaques no ano

Os resultados foram positivamente influenciados principalmente pelas variáveis macroeconômicas, diante do comportamento da atividade produtiva, especialmente no setor de serviços. O setor cresceu 2,72% de dezembro de 2024 a novembro de 2025, fator gerador da arrecadação do acumulado do ano.

A produção industrial subiu apenas 0,17% no período acumulado. Já o valor em dólar das importações, vinculado ao desempenho industrial, teve alta de 2,11% entre dezembro de 2024 e novembro de 2025. Também houve crescimento de 10,9% da massa salarial no acumulado do período.

Apenas o setor de venda de bens teve um decréscimo de 0,16% no período.

A elevação do IOF influenciou o desempenho da arrecadação, que somou R$ 86,48 bilhões de janeiro a dezembro de 2025, alta de 20,54% na comparação com o acumulado de 2024.

“Esse desempenho pode ser atribuído às operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas”, cita a Receita.

Em junho do ano passado, o governo aumentou a cobrança em algumas operações de crédito, por meio do Decreto 12.499/2025. A medida foi posteriormente revogada.

A arrecadação previdenciária teve aumento de 3,27%, chegando a R$ 737,57 bilhões, em razão, especialmente, do aumento da massa salarial.

A alta da arrecadação do PIS/Cofins, em função também do desempenho das entidades financeiras e da taxação de serviços de apostas online (bets) em 2025, é outro destaque apontado pela Receita. Ela chegou a R$ 581,95 bilhões no ano passado, alta de 3,03% em relação a 2024.

Apenas a receita com as casas de apostas virtuais subiu mais de 10.000%, passando de R$ 91 milhões para quase R$ 10 bilhões no acumulado do ano.

Também houve crescimento da arrecadação dos tributos sobre comércio exterior, diante da alta das taxas de câmbio e do aumento das alíquotas médias desses tributos.

Em 2025, houve crescimento real de 9,49% da arrecadação desse item e de 12,91% sobre rendimentos de residentes no exterior.

Essa última rubrica é um agregado de arrecadação volátil e tem surpreendido positivamente este ano, com crescimento robusto calcado na arrecadação de royalties e rendimento de trabalho e também nos Juros sobre Capital Próprio (JCP) ─ forma de uma empresa dividir parte do lucro com os acionistas.

Apesar do recorde do ano, há uma desaceleração que reflete o desempenho, especialmente, do setor industrial e vendas de bens. A arrecadação com o IRPJ/CSLL, por exemplo, teve alta de apenas 1,27%, enquanto o IPI aumentou os mesmos 1,27%, diante da atividade industrial praticamente estável.

Matéria ampliada às 12h55



Com informações da Agência Brasil