A arrecadação das receitas federais em agosto somou R$ 208,7 bilhões, marcando uma redução de 1,5% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a agosto, a arrecadação atingiu R$ 1,888 trilhão, o que representa um aumento de 3,73% em relação ao mesmo período do ano passado.
"Importante observar que se trata do melhor desempenho arrecadatório desde 2000 para o período acumulado", enfatiza o documento publicado pela Secretaria Especial da Receita Federal do Ministério da Fazenda.
A Receita Federal destacou que a queda na arrecadação foi influenciada por mudanças legislativas na cobrança do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre Juros sobre Capital Próprio (IRRF-Capital) e pelos gastos tributários (isenções) relacionados à calamidade provocada pelas chuvas no Rio Grande do Sul em abril e maio do ano passado.
"Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 4,99% na arrecadação do período acumulado e de 0,23% na arrecadação do mês de agosto", explica a Receita Federal.
Impactos nos Impostos
Em agosto, houve uma queda de 8,27% na arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Além disso, a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) registraram uma redução de 3,7%.
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Com informações da Agência Brasil