ECONOMIA

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Atividade econômica brasileira contraiu 0,2% em setembro

(via Agência Brasil)

| Edição de 17 de novembro de 2025 | Atualizado em 17 de novembro de 2025

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A atividade econômica no Brasil registrou uma retração em setembro deste ano, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (17). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou uma queda de 0,2% em relação ao mês anterior, considerando os dados ajustados sazonalmente. No terceiro trimestre, de julho a setembro, a redução acumulada foi de 0,9%.

Comparando com setembro de 2024, houve um crescimento de 4,9%, sem ajuste sazonal, já que a comparação é entre meses equivalentes. No acumulado do ano, o indicador mostrou um aumento de 14,2%, e em 12 meses, registrou uma alta de 13,5%.

O IBC-Br é uma ferramenta para avaliar a evolução da atividade econômica do país e auxilia o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC na tomada de decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. O índice considera informações sobre o nível de atividade dos setores da economia – indústria, comércio, serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.

A Selic é o principal instrumento do BC para atingir a meta de inflação. Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que impacta nos preços, pois juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança. Dessa forma, taxas mais altas ajudam a reduzir a inflação, mas podem também dificultar a expansão econômica.

Por outro lado, quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito se torne mais acessível, incentivando a produção e o consumo, o que diminui o controle sobre a inflação e estimula a atividade econômica.

A queda na conta de luz contribuiu para a redução da inflação oficial, levando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial – a fechar outubro em 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses é de 4,68%, a primeira vez em oito meses que o índice fica abaixo dos 5%. No entanto, ainda está acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%.

A redução da inflação e a desaceleração econômica resultaram na manutenção da Selic pela terceira vez consecutiva, na última reunião, no início deste mês. Entretanto, o colegiado não descarta a possibilidade de aumentar os juros "caso julgue apropriado". A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano.

Em comunicado, o BC informou que o cenário externo permanece incerto devido à conjuntura e à política econômica dos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. No Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros permanecerão altos por um longo período.

Produto Interno Bruto

O IBC-Br, divulgado mensalmente, utiliza uma metodologia diferente da empregada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo IBGE. Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”

O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Impulsionada pelas expansões dos setores de serviços e indústria, no segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%.

Em 2024, o PIB fechou com um crescimento de 3,4%. Este resultado marca o quarto ano consecutivo de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.



Com informações da Agência Brasil