ECONOMIA

min de leitura

Bancos poderão descontar aportes antecipados ao FGC

(via Agência Brasil)

| Edição de 03 de março de 2026 | Atualizado em 03 de março de 2026

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Os bancos ganharam uma nova possibilidade de gestão financeira com a aprovação de uma resolução pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (3). A medida permite que as instituições financeiras descontem do compulsório os valores que precisam antecipar ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O compulsório é uma quantia de dinheiro que os bancos são obrigados a manter retida no BC, como forma de controle monetário.

Essa decisão pode resultar na liberação de aproximadamente R$ 30 bilhões para os bancos ao longo deste ano. Apesar disso, o BC afirma que essa quantia não terá impacto direto na economia, pois servirá para compensar os recursos que deixarão de circular devido às antecipações ao FGC.

Fundo Garantidor de Créditos

O FGC é uma entidade privada que assegura depósitos e aplicações de clientes em caso de falência de um banco. Em fevereiro, o fundo decidiu que as instituições financeiras deveriam antecipar suas contribuições mensais para cobrir o déficit em seu caixa, após a quebra do Banco Master e de outras instituições associadas. Esse movimento visa recompor o patrimônio do fundo e manter a confiança no sistema financeiro.

O FGC garante até R$ 250 mil por instituição liquidada e R$ 1 milhão por correntista a cada quatro anos para clientes de bancos que enfrentem problemas.

Compulsório e Nova Regra

O compulsório é uma reserva obrigatória que os bancos devem manter no Banco Central, ajudando a controlar a quantidade de dinheiro em circulação e a estabilidade financeira. Com a nova regra, o BC autorizou que o valor antecipado ao FGC seja abatido dessa reserva.

Antes da mudança, os bancos teriam que:

  • Efetuar o pagamento antecipado ao FGC;
  • Manter o mesmo volume de recursos parados no Banco Central;
  • Essa situação reduziria a quantidade de dinheiro em circulação, similar a um aumento de juros.

Com a medida aprovada pelo BC:

  • Os bancos podem compensar uma obrigação com a outra;
  • A quantidade de dinheiro em circulação na economia permanece inalterada.

De acordo com o BC, a medida:

  • Evita a redução de dinheiro disponível no sistema bancário;
  • Mantém a estabilidade do crédito;
  • Oferece mais flexibilidade às instituições financeiras.

Os bancos têm a opção de realizar essa compensação sobre recursos de depósitos à vista, como conta-corrente, ou a prazo, como Certificados de Depósito Bancário (CDB).

Perspectivas Futuras

O Banco Central estima que a medida possa liberar até R$ 30 bilhões em 2026, valor que os bancos poderão usar para concessão de crédito ou outras operações financeiras. O compulsório será recomposto gradualmente, mês a mês, conforme as parcelas antecipadas ao FGC forem vencendo.

Segundo o BC, a decisão busca equilibrar dois objetivos: fortalecer o fundo que protege os clientes dos bancos e, simultaneamente, evitar um aperto de liquidez no sistema financeiro.



Com informações da Agência Brasil