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BC rejeita compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB)

(via Agência Brasil)

| Edição de 03 de setembro de 2025 | Atualizado em 03 de setembro de 2025

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O Banco Central decidiu não aprovar a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), encerrando a última etapa regulatória que era necessária para que a transação fosse concluída. A decisão foi comunicada na noite de quarta-feira (3) através de um fato relevante divulgado pelo BRB aos seus investidores. Até o momento, o Banco Central não emitiu uma declaração oficial sobre o assunto.

Há pouco mais de dez dias, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou uma lei distrital que havia sido aprovada pela Câmara Legislativa do DF (CLDF), atendendo a uma exigência judicial, para permitir que o BRB adquirisse 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master S.A. O objetivo da aquisição era expandir a presença do BRB no mercado e fortalecer sua atuação no setor financeiro.

"O BRB – Banco de Brasília S.A. comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que foi informado pelo Banco Central sobre o indeferimento do requerimento protocolado em 28 de março de 2025, referente à aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master S.A. O BRB apresentou solicitação de acesso à íntegra da decisão, com o objetivo de avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis", informou o BRB, em comunicado.

O BRB reafirma que a transação representa uma oportunidade estratégica com potencial de geração de valor para o banco, seus clientes, o Distrito Federal e o Sistema Financeiro Nacional. O banco garantiu que manterá seus acionistas e o mercado informados sobre quaisquer desdobramentos relevantes, conforme a legislação e regulamentação aplicáveis.

Valorização das Ações

Desde o anúncio da intenção de compra, há seis meses, as ações do BRB tiveram uma valorização de aproximadamente 23% na Bolsa de Valores (B3).

Controvérsias em Torno do Negócio

Desde que o BRB anunciou a intenção de adquirir o Banco Master por R$ 2 bilhões, a transação foi vista como controversa. O Banco Master é conhecido por adotar uma política agressiva de captação de recursos, oferecendo rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Bancário (CDI), significativamente superiores às taxas médias para bancos de menor porte, que giram em torno de 110% a 120% do CDI.

Sem divulgar seu balanço de dezembro do ano anterior, o Banco Master enfrenta desconfiança no mercado financeiro. Recentemente, a instituição tentou emitir títulos em dólares, mas não conseguiu captar recursos. Operações do banco com precatórios, títulos de dívidas de governos com sentença judicial definitiva, também levantaram dúvidas sobre sua situação financeira.

O BTG Pactual chegou a oferecer apenas R$ 1 para assumir o controle do Banco Master e seu passivo, com as dívidas sendo cobertas por recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege investimentos de até R$ 250 mil por pessoa física ou jurídica em cada instituição financeira. Contudo, a falta de consenso entre os bancos que contribuem para o FGC impediu que o negócio avançasse.

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Com informações da Agência Brasil