ECONOMIA

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Bolsa cai mais de 2% e atinge menor nível desde o fim de março

(via Agência Brasil)

| Edição de 07 de maio de 2026 | Atualizado em 07 de maio de 2026

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O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (7) em um clima de cautela e aversão ao risco. A queda expressiva nos preços do petróleo no exterior, aliada à divulgação de balanços de empresas e às incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã, pressionaram os investidores.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou mais de 2%, atingindo o menor nível desde o final de março, enquanto o dólar fechou próximo da estabilidade.

A perspectiva de um acordo temporário entre Washington e Teerã para interromper o conflito no Oriente Médio diminuiu os temores sobre o abastecimento global de petróleo, o que levou à queda nos preços do produto, afetando ações de petroleiras e influenciando os mercados globais.

Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa caiu 2,38%, fechando aos 183.218 pontos, o menor nível desde 30 de março. Na mínima do dia, o índice chegou a 182.868 pontos, com um volume financeiro negociado de R$ 32,08 bilhões.

A queda foi acentuada pela redução nos lucros de grandes empresas dos setores financeiro e de energia. A desvalorização do petróleo no mercado internacional também pressionou as ações da Petrobras, que têm o maior peso na composição do Ibovespa, além de outras petrolíferas.

Em Nova York, o índice S&P 500 também fechou em queda de 0,38%.

Oscilações do Dólar

O dólar comercial apresentou volatilidade moderada, encerrando o pregão praticamente estável, influenciado pelas alternâncias nas notícias sobre a guerra no Oriente Médio e as negociações diplomáticas entre EUA e Irã.

A moeda norte-americana fechou com leve alta de 0,05%, cotada a R$ 4,923. No acumulado de 2026, no entanto, registra uma queda de 10,31% em relação ao real.

Pela manhã, o mercado reagiu positivamente à possibilidade de um acordo temporário para interromper os combates entre iranianos e estadunidenses, o que enfraqueceu o dólar frente a diversas moedas emergentes.

No Brasil, a moeda chegou à mínima de R$ 4,89 pouco antes das 10h, mas voltou a oscilar perto da estabilidade ao longo do dia.

À tarde, novas informações sobre o Estreito de Ormuz aumentaram a cautela dos investidores. Uma reportagem do The Wall Street Journal indicou que o governo norte-americano pretende retomar operações de escolta a navios comerciais na região, o que elevou dúvidas sobre a possibilidade de um acordo definitivo entre Washington e Teerã, levando o dólar a R$ 4,93 por volta das 14h30, antes de a cotação desacelerar novamente.

Investidores também acompanharam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos e o encontro com Donald Trump. Segundo Trump, a reunião foi “muito boa” e incluiu discussões sobre comércio e tarifas.

Queda nos Preços do Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda após um pregão marcado por forte volatilidade.

O barril do tipo Brent, usado como referência pela Petrobras, recuou 1,19%, para US$ 100,06. O petróleo tipo WTI, do Texas, usado nas negociações nos Estados Unidos, caiu 0,28%, encerrando a US$ 94,81.

Os preços chegaram a cair menos após a reportagem do Wall Street Journal. Mais tarde, a emissora de televisão Al Jazeera, citando fontes militares estadunidenses, informou que a notícia da retomada das escoltas estava incorreta.

O governo iraniano afirmou que ainda avalia as propostas apresentadas pelos Estados Unidos para encerrar o conflito. Paralelamente, Teerã intensificou o controle sobre embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz, principal rota marítima para exportação global de petróleo.

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Com informações da Agência Brasil