ECONOMIA

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Bolsa sobe 1,16%, e dólar cai para R$ 5, apesar de medida dos EUA

(via Agência Brasil)

| Edição de 02 de junho de 2026 | Atualizado em 02 de junho de 2026

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A bolsa de valores brasileira encerrou o dia em alta, enquanto o dólar apresentou queda nesta terça-feira (2), mesmo diante do aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O Ibovespa subiu 1,16%, alcançando 174.197 pontos, enquanto a moeda norte-americana recuou 0,24%, fechando cotada a R$ 5,009.

Esse desempenho positivo dos ativos brasileiros ocorreu apesar da proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho. Essa medida faz parte de uma investigação sobre práticas comerciais que os americanos consideram desleais.

Apesar das ameaças do governo de Donald Trump, o mercado brasileiro focou em um ambiente externo mais favorável ao risco, relegando as preocupações comerciais a um segundo plano.

Recuperação da bolsa

Após cinco sessões consecutivas de queda, o Ibovespa voltou a subir, impulsionado principalmente por ações de bancos e mineradoras. No acumulado da semana, a bolsa registra um ganho de 0,24%, e em 2026, a valorização já chega a 8,11%.

O cenário político também esteve em evidência. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que as negociações com Washington sejam conduzidas pelos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O governo brasileiro classificou como injusta a proposta americana de elevar tarifas sobre produtos nacionais.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial seguiu o movimento global de enfraquecimento frente a divisas de países emergentes. A cotação oscilou entre R$ 5,0003 e R$ 5,0245 ao longo do dia, mas encerrou próxima da estabilidade, pouco acima do nível de R$ 5.

No acumulado de 2026, a moeda estadunidense registra uma queda superior a 8% em relação ao real. Parte dessa valorização do real foi provocada pelo fluxo de recursos para a bolsa e pelos juros altos do país em comparação com outras economias.

As negociações entre Estados Unidos e Irã também influenciaram os mercados globais, com investidores acompanhando possíveis avanços para uma solução diplomática no Oriente Médio.

Petróleo avança

Os preços do petróleo terminaram o dia em alta, refletindo a cautela dos investidores sobre as conversas entre Washington e Teerã. O barril do Brent, referência internacional, subiu 1,07%, fechando a US$ 96, enquanto o WTI, do Texas, avançou 1,74%, para US$ 93,76.

O mercado continua monitorando a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo. A falta de sinais concretos de avanço nas negociações mantém as preocupações com a oferta da commodity e sustenta os preços em patamares elevados.

* com informações da Reuters

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Com informações da Agência Brasil