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Bolsa sobe mais de 3% e encosta nos 172 mil pontos com recuos de Trump

(via Agência Brasil)

| Edição de 21 de janeiro de 2026 | Atualizado em 21 de janeiro de 2026

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O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia marcante nesta quarta-feira (21), impulsionado pela redução das tensões internacionais. A bolsa de valores registrou a maior alta diária desde abril de 2023, alcançando novos recordes e se aproximando dos 172 mil pontos, principalmente devido ao forte ingresso de capital estrangeiro. No câmbio, o dólar caiu mais de 1%, encerrando no menor nível desde o início de dezembro.

O índice Ibovespa, da B3, fechou a quarta-feira aos 171.817 pontos, com uma alta de 3,33%. Durante o pregão, o índice ultrapassou, pela primeira vez, as marcas de 167 mil a 171 mil pontos, avançando de forma consistente desde a abertura. O volume financeiro somou R$ 43,3 bilhões, bem acima da média diária em 2026, evidenciando o aumento do apetite por risco.

Em 2026, o Ibovespa acumula alta de 6,6%, com entrada líquida de R$ 7,6 bilhões de investidores estrangeiros até a metade de janeiro.

A valorização ganhou força no período da tarde, acompanhando a melhora dos índices em Wall Street. O alívio veio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar do discurso mais agressivo sobre a imposição de tarifas e descartar o uso da força em disputas geopolíticas sobre a Groenlândia. Em Nova York, o índice S&P 500 subiu mais de 1%.

No mercado de câmbio, o dólar à vista caiu R$ 0,061 (-1,1%) para R$ 5,321. A cotação operou em baixa durante todo o dia, mas intensificou a queda à tarde. Perto do fim das negociações, o anúncio de Trump de recuar da imposição de tarifas à União Europeia impulsionou o recuo.

A moeda estadunidense está no menor nível desde 4 de dezembro, véspera do anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) às eleições presidenciais deste ano. A divisa cai 3,06% em 2026.

Fluxo positivo

Além do enfraquecimento do dólar em relação a divisas emergentes, o fluxo positivo de capitais para o Brasil tem ajudado o mercado financeiro. Dados do Banco Central divulgados nesta quarta mostram que o país registrou entrada líquida de US$ 1,54 bilhão em janeiro até o dia 16, puxada principalmente pela via financeira.

A redução nos rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense, considerados os investimentos mais seguros do mundo, também contribuiu para aliviar a pressão sobre o câmbio, ampliando a oferta de dólares no mercado doméstico. Juros mais baixos em economias avançadas estimulam a migração de capitais para países emergentes, como o Brasil.

A liquidação extrajudicial do Will Bank, controlado pelo Banco Master, não influiu no preço dos ativos. A decisão reforçou a atenção dos investidores, mas não interferiu no humor positivo do mercado.

*Com informações da Reuters



Com informações da Agência Brasil