ECONOMIA

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Bolsa supera 178 mil pontos e tem melhor semana desde abril de 2020

(via Agência Brasil)

| Edição de 23 de janeiro de 2026 | Atualizado em 23 de janeiro de 2026

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Em um cenário de entusiasmo no mercado financeiro, a bolsa brasileira atingiu a marca dos 179 mil pontos, quebrando recordes e encerrando a melhor semana desde abril de 2020. O dólar, por sua vez, manteve-se estável, permanecendo abaixo de R$ 5,30.

O índice Ibovespa, da B3, fechou a sexta-feira (23) com 178.858 pontos, registrando uma alta de 1,86%. Durante o dia, o índice chegou a subir 2,38%, ultrapassando os 180 mil pontos às 17h31. No entanto, desacelerou na última hora de negociação, com investidores realizando lucros e vendendo ações para garantir os ganhos recentes.

Semana de Recordes

Com o quarto recorde consecutivo, a bolsa brasileira acumulou uma alta de 8,53% na semana, a maior desde abril de 2020, quando subiu 11,71% em meio à recuperação das quedas provocadas pelo início da pandemia de covid-19.

Mercado de Câmbio

No mercado de câmbio, a euforia não se repetiu. Após dois dias de forte queda, o dólar comercial fechou a sexta-feira cotado a R$ 5,287, com uma leve alta de 0,05%. A moeda chegou a encostar em R$ 5,30 no final da manhã, impulsionada por investidores que aproveitaram o dólar mais barato para comprar, mas voltou à estabilidade com a entrada de capitais externos.

A moeda norte-americana caiu 1,61% na semana e acumula uma queda de 3,68% em 2026, atingindo os menores níveis desde a primeira quinzena de novembro.

Fatores Globais e Internos

O mercado global continua a observar uma fuga de capitais dos Estados Unidos, beneficiando economias emergentes como a do Brasil. Até 21 de janeiro, a B3 registrou uma entrada líquida de R$ 12,35 bilhões, quase metade dos R$ 25,5 bilhões de saldo positivo de 2025.

Os juros altos no Brasil são um atrativo para capitais externos, que se beneficiam da diferença de taxas em relação a economias avançadas. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá para discutir o futuro da Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas.

* Com informações da Reuters



Com informações da Agência Brasil