ECONOMIA

min de leitura

Brasil avalia que tarifaço dos EUA foi politizado mirando eleições

(via Agência Brasil)

| Edição de 26 de junho de 2026 | Atualizado em 26 de junho de 2026

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Em meio às negociações sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, os representantes do Brasil têm considerado que essas medidas foram politizadas, especialmente em um contexto eleitoral. A Casa Branca está de olho nos resultados das eleições presidenciais de outubro de 2026 no Brasil.

Os dois governos continuam discutindo um possível acordo comercial. O Brasil tenta convencer os EUA de que um acordo seria mais benéfico do que as tarifas adicionais de 25% sobre alguns produtos brasileiros.

Na última quarta-feira (24), o Itamaraty publicou no X a posição do governo brasileiro sobre o tarifaço dos EUA, afirmando que a medida é uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira. O Ministério das Relações Exteriores destacou que o Brasil continua usando canais oficiais para mostrar que suas políticas não prejudicam o comércio com os Estados Unidos.

Negociações e Desafios

O prazo para decidir sobre a aplicação das tarifas é 15 de julho. Até lá, o governo brasileiro tem uma agenda de reuniões com representantes da Casa Branca e acredita que, embora difícil, é possível chegar a um acordo com os americanos.

Há uma percepção de que o governo Trump pode evitar um acordo que favoreça o governo brasileiro devido à proximidade das eleições presidenciais no Brasil. Assim, essa negociação não é apenas comercial, mas também está inserida na nova política de segurança nacional de Donald Trump, que busca reposicionar os EUA no cenário global.

Contexto Político

A nova política de segurança nacional de Trump, publicada em dezembro de 2025, destaca que os EUA devem buscar a "proeminência" na América Latina, afastando influências externas, como a da China.

Nesta semana, Donald Trump compartilhou um artigo afirmando que a eleição no Brasil é um dos "grandes testes" dos EUA na América Latina. O texto sugere que a saída de Luiz Inácio Lula da Silva favoreceria os interesses da Casa Branca.

Entenda a Situação

A recomendação do USTR para taxar o Brasil é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento é que o Brasil teria práticas "desleais" nas relações comerciais, incluindo críticas ao Pix para favorecer empresas de pagamento americanas.

O Brasil contestou que os argumentos não são legítimos e que a decisão é uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo brasileiro questiona as tarifas adicionais dos EUA, argumentando que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas são prejudicadas no mercado brasileiro.

?

Com informações da Agência Brasil