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Brasil capta 5 bi de euros em emissão internacional recorde

(via Agência Brasil)

| Edição de 15 de abril de 2026 | Atualizado em 15 de abril de 2026

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O Brasil voltou ao mercado europeu de títulos após mais de uma década, captando 5 bilhões de euros em uma operação liderada pelo Tesouro Nacional. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante sua participação em reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Washington.

Demanda Acima do Esperado

A emissão foi dividida em três prazos: quatro, sete e dez anos. Segundo Durigan, a procura pelos papéis superou as expectativas, demonstrando um forte interesse dos investidores internacionais. "Conseguimos uma captação histórica", afirmou o ministro, destacando o sucesso do retorno ao mercado europeu e a intenção de explorar novos mercados até o final do ano.

Os títulos foram estruturados em três papéis: 2 bilhões de euros com vencimento em 2030, 1,5 bilhão de euros para 2033 e 1,5 bilhão de euros para 2036. O Tesouro Nacional ainda divulgará detalhes sobre juros e spreads em comparação aos títulos do Tesouro da Alemanha. A última emissão em euros pelo governo brasileiro havia ocorrido em 2014.

Estratégia da Dívida

Essa operação faz parte de uma estratégia mais ampla para gerenciar a dívida pública e aumentar a presença do Brasil em mercados e moedas diversificados. Além disso, busca estabelecer uma referência para títulos em euros, o que pode facilitar futuras captações de empresas brasileiras no exterior. Os recursos obtidos serão utilizados principalmente para o refinanciamento da dívida pública federal, substituindo passivos já existentes.

Bancos Coordenadores

A emissão foi coordenada por instituições financeiras internacionais, incluindo BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS. A decisão de realizar a emissão foi tomada após reuniões do Tesouro Nacional com investidores, em um cenário considerado favorável no mercado internacional.

Projeção do FMI

Durante sua agenda nos Estados Unidos, Durigan também comentou sobre a revisão da projeção de crescimento do Brasil pelo FMI, que agora estima uma alta de 1,9% no Produto Interno Bruto (PIB). Apesar da melhora, o ministro destacou que o cenário global de juros elevados pode limitar o crescimento econômico nos próximos anos. "O compromisso do governo é estabilizar e reduzir a trajetória da dívida pública no médio e longo prazo", afirmou.

Em relação à projeção do FMI de que a dívida pública bruta do Brasil chegará a 100% do PIB em 2027, Durigan ressaltou que as estimativas do Fundo são mais altas que as do governo brasileiro devido a diferenças metodológicas. O FMI inclui na dívida bruta os títulos do Tesouro em poder do Banco Central usados para regular a quantidade de dinheiro em circulação e definir a Taxa Selic, enquanto o governo brasileiro desconsidera esses papéis nas estatísticas de dívida pública.

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Com informações da Agência Brasil