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Brasil e Alemanha firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras

(via Agência Brasil)

| Edição de 20 de abril de 2026 | Atualizado em 20 de abril de 2026

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Brasil e Alemanha firmaram uma declaração conjunta de intenções nesta segunda-feira (20), em Hannover, com o objetivo de ampliar a cooperação científica e tecnológica no campo dos minerais críticos e estratégicos. Esses minerais são fundamentais para a transição energética e o avanço de tecnologias emergentes.

O acordo foi assinado durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontrou com o chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz. A parceria envolve o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil e o Ministério Federal da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha, estabelecendo bases para intensificar ações conjuntas em pesquisa, desenvolvimento e inovação ao longo de toda a cadeia produtiva desses insumos.

Importância dos Minerais Críticos

Os minerais críticos são essenciais para tecnologias modernas, defesa e transição energética, como a fabricação de baterias, painéis solares e turbinas. No entanto, sua oferta enfrenta riscos de escassez ou dependência de poucos fornecedores. O Brasil, com suas vastas reservas, se destaca como um dos maiores detentores dessas matérias-primas no mundo.

Após o encontro bilateral, Lula destacou a importância de não apenas exportar a matéria-prima, mas também atrair cadeias de processamento para o Brasil, visando agregar valor e fomentar a colaboração em setores intensivos em tecnologia.

"Nossas reservas nos tornam atores incontornáveis no debate sobre minerais críticos. Queremos atrair cadeias de processamento para o território brasileiro, sem fazer exportações excludentes. A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities", afirmou Lula.

Compromissos Firmados

O acordo de cooperação também prevê a expansão da pesquisa, desenvolvimento e inovação nas áreas de exploração, extração e processamento de minerais críticos, como terras raras e outros metais. Brasil e Alemanha reconhecem a importância estratégica dessas atividades para aumentar o valor agregado ao longo das cadeias de valor dos minerais críticos e estratégicos, contribuindo para o desenvolvimento industrial sustentável e a soberania tecnológica.

Entre os compromissos, destaca-se o apoio à inovação, especialmente por pequenas e médias empresas, o início de projetos conjuntos de pesquisa e o intercâmbio de cientistas e técnicos. Um novo programa bilateral de financiamento direto às instituições e empresas dos dois países está previsto para ser elaborado ainda em 2026.

Outros Acordos

Além do acordo sobre minerais críticos, Brasil e Alemanha adotaram outros 14 atos conjuntos durante a visita de Lula. Entre eles, está um acordo para fortalecer o combate a crimes ambientais e outro sobre cooperação em inteligência artificial, com foco em governo digital e aplicações industriais.

Também foi firmada uma carta de intenções para ampliar o aporte de recursos ao Fundo de Combate às Mudanças Climáticas, coordenado pelo governo brasileiro. O banco de desenvolvimento alemão, KfW, deverá aportar cerca de 500 milhões de euros no fundo, visando financiar projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa e adaptação às mudanças climáticas no Brasil.

Os dois governos ainda assinaram documentos de cooperação em áreas como defesa, pesquisa oceânica, apoio a micro e pequenas empresas, pesquisa aeroespacial, tecnologias quânticas e economia circular.

Durante sua segunda viagem oficial à Alemanha no atual mandato, Lula foi recebido com honras militares em Hanover e discursou na abertura da Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, que este ano destacou o Brasil. Ele também participou de um encontro com empresários brasileiros e alemães, onde enfatizou as oportunidades no setor de biocombustíveis.

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Com informações da Agência Brasil