A economia brasileira registrou um crescimento de 2,3% em 2025, posicionando o país na sexta colocação entre as economias do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil alcançou R$ 12,7 trilhões no ano passado.
O PIB, que representa o conjunto de bens e serviços produzidos no país, é um indicador fundamental para avaliar o desempenho econômico. Em 2025, a agropecuária destacou-se como o principal motor do crescimento econômico brasileiro.
Ranking do G20
Após a divulgação dos resultados pelo IBGE, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda publicou um ranking com o desempenho do PIB entre as 16 economias do G20 que já divulgaram seus dados consolidados de 2025. A Índia lidera a lista com um crescimento de 7,5%, seguida por Indonésia e China. O Brasil aparece logo à frente dos Estados Unidos, que é a maior potência econômica mundial.
- 1º) Índia: 7,5%
- 2º) Indonésia: 5,1%
- 3º) China: 5%
- 4º) Arábia Saudita: 4,5%
- 5º) Turquia: 3,6%
- 6º) Brasil: 2,3%
- 7º) EUA: 2,2%
- 8º) Canadá: 1,7%
- 9º) União Europeia: 1,6%
- 10º) Reino Unido: 1,4%
- 11º) Japão: 1,1%
- 12º) Coreia do Sul: 1%
- 13º) França: 0,9%
- 14º) Itália: 0,7%
- 15º) México: 0,6%
- 16º) Alemanha: 0,4%
Crescimento com Desaceleração
Embora o PIB brasileiro tenha crescido pelo quinto ano consecutivo, o ritmo desacelerou em relação ao ano anterior, quando o crescimento foi de 3,4%. Técnicos do Ministério da Fazenda atribuem essa desaceleração à política de juros altos, que impactou significativamente a atividade econômica.
Essa política monetária contracionista, com juros elevados, foi adotada pelo Banco Central para controlar a inflação, que permaneceu acima da meta do governo durante grande parte de 2025. Desde setembro de 2024, a taxa Selic, que é a taxa básica de juros, foi elevada, atingindo 15% ao ano em junho de 2025, o maior patamar desde 2006.
Impactos dos Juros Elevados
A Selic elevada influencia todas as demais taxas de juros no país, encarecendo o crédito e desestimulando investimentos e consumo. Isso resulta em menor demanda por produtos e serviços, ajudando a controlar a inflação, mas também pode levar a uma redução na geração de empregos.
Apesar do cenário de restrição econômica, 2025 terminou com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE. A expectativa para 2026 é de um crescimento de 2,3%, com uma desaceleração na agropecuária sendo compensada por um maior dinamismo na indústria e nos serviços.
Perspectivas para 2026
O Comitê de Política Monetária (Copom) já anunciou a intenção de reduzir a Selic em sua próxima reunião, prevista para março. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o conflito no Oriente Médio não deve impactar essa decisão. A redução dos juros é vista como um estímulo para a indústria e a construção civil, além de ser favorecida pela isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, em vigor desde o início do ano.
Para o setor de serviços, a expectativa é de crescimento impulsionado pela reforma tributária sobre a renda e pela expansão do crédito consignado para trabalhadores do setor privado, além da resiliência do mercado de trabalho.
Com informações da Agência Brasil