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Ceará decreta situação de emergência por tarifaço e amplia mitigação

(via Agência Brasil)

| Edição de 04 de setembro de 2025 | Atualizado em 04 de setembro de 2025

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O Governo do Ceará, em resposta ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as importações brasileiras, publicou o Decreto 36.828/2025. Este decreto, divulgado na quarta-feira (4), reconhece oficialmente a situação de emergência devido ao impacto tarifário. A medida, assinada pelo governador Elmano de Freitas da Costa, visa facilitar a implementação de ações de defesa para trabalhadores e empresas afetadas.

O Ceará, que tem mais de 44% de suas exportações destinadas aos Estados Unidos, é um dos estados mais impactados pelas novas tarifas. Produtos como siderurgia, frutas, pescados e pás eólicas estão entre os principais itens exportados. Contudo, mais de 90% dos produtos exportados pelo Ceará para os EUA continuam sujeitos a um aumento de 50% nas taxas, uma vez que não foram incluídos nas exceções do decreto americano.

Para mitigar os efeitos econômicos, o governo estadual lançou um edital de apoio às empresas de produção de alimentos, que permanece aberto até sexta-feira (5). O estado se compromete a comprar de empresas que comprovarem uma queda nas exportações para os EUA, comparando com a média do segundo semestre de 2024, em produtos como mel, castanha, filé de peixe, água de coco e cajuína.

Impacto das Tarifas e Sanções

As tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros são algumas das mais elevadas na guerra comercial empreendida pelo presidente Donald Trump. Além das tarifas, o governo americano implementou outras medidas contra o Brasil, incluindo uma investigação comercial sobre o sistema de pagamentos Pix e sanções financeiras contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

O ministro Moraes é relator do processo que investiga uma suposta conspiração liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados para reverter o resultado das eleições de 2022, culminando nos ataques aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Trump acusa Moraes de perseguir Bolsonaro e violar a liberdade de expressão ao exigir que as redes sociais americanas cumpram as leis brasileiras. Nos Estados Unidos desde março, o deputado federal Eduardo Bolsonaro foi indiciado por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, assim como Jair Bolsonaro.

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Com informações da Agência Brasil