ECONOMIA

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Cesta básica cai em todas as capitais do país no 2º semestre de 2025

(via Agência Brasil)

| Edição de 20 de janeiro de 2026 | Atualizado em 20 de janeiro de 2026

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O preço da cesta básica de alimentos apresentou uma queda em todas as 27 capitais brasileiras no acumulado do último semestre de 2025. As reduções variaram de -9,08% em Boa Vista (RR) a -1,56% em Belo Horizonte (MG).

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desde julho de 2025, a pesquisa passou a incluir todas as 27 capitais do país, ampliando o levantamento que anteriormente abrangia apenas 17 capitais.

Boa Vista (RR) liderou a queda de preços entre as capitais, com uma redução de -9,08% no valor da cesta básica no último semestre do ano passado, passando de R$ 712,83 em julho de 2025 para R$ 652,14 em dezembro, uma diferença de R$ 60,69.

Capitais com maiores quedas

A segunda maior redução foi registrada em Manaus (AM), com uma diminuição de -8,12% no preço da cesta, de R$ 674,78 para R$ 620,42, resultando em uma economia de R$ 54,36. Fortaleza (CE) ficou em terceiro lugar, com uma queda de -7,90%, reduzindo o preço de R$ 738,09 em julho para R$ 677 em dezembro, uma diferença de R$ 61,09.

Menores reduções

As capitais que registraram as menores quedas foram Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS), com reduções de -1,56%, -2,10% e -2,16%, respectivamente, no período analisado.

Análise por regiões

Regionalmente, Boa Vista (RR) não só lidera a queda de preços nacionalmente, mas também no Norte do país. Fortaleza (CE), além de ser a terceira no ranking geral, é a campeã no Nordeste. No Centro-Oeste, Brasília (DF) destacou-se com uma redução de -7,65% no preço da cesta. No Sul, Florianópolis (SC) foi a capital com a maior queda, de -7,67%. No Sudeste, Vitória (ES) liderou com uma redução de -7,05%.

Política agrícola em destaque

O presidente da Conab, Edegar Pretto, afirmou que os resultados dos últimos seis meses de 2025 indicam que a política agrícola do Brasil está no caminho certo.

“Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”.

Pretto destacou ainda os planos Safra dos últimos três anos, tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar, que têm apresentado valores recordes e não enfrentam falta de recursos para financiamento agrícola, com juros subsidiados.



Com informações da Agência Brasil