ECONOMIA

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CMN muda regra do Eco Invest para impulsionar projetos verdes

(via Agência Brasil)

| Edição de 26 de março de 2026 | Atualizado em 26 de março de 2026

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou recentemente uma série de mudanças nas diretrizes da Linha Eco Invest Brasil. A intenção é clara: fortalecer a base para projetos sustentáveis e incentivar o fluxo de investimentos voltados à transição ecológica.

Com essas alterações, o Ministério da Fazenda agora tem a prerrogativa de exigir contrapartidas das instituições financeiras que desejam acessar os recursos dessa linha de crédito.

As novas regras estabelecem que bancos credenciados poderão ser obrigados a investir seus próprios recursos em áreas como capacitação, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e estruturação de projetos. Importante destacar que essas ações não envolvem o uso de recursos públicos nem acarretam custos adicionais ao Tesouro Nacional.

Desafios e Oportunidades

De acordo com o governo, a iniciativa visa superar um dos principais desafios enfrentados pelos investimentos verdes no Brasil: a falta de maturidade técnica e financeira dos projetos elegíveis. A expectativa é que essa medida melhore a qualidade da carteira de projetos e fomente a participação do capital privado.

Além disso, o foco está em setores estratégicos como a bioeconomia, que necessita de maior apoio nas fases iniciais de desenvolvimento, especialmente na modelagem econômico-financeira e na organização produtiva.

Sobre o Programa Eco Invest Brasil

O programa Eco Invest Brasil é uma iniciativa coordenada pelo Ministério da Fazenda em colaboração com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Ele faz parte da estratégia governamental para financiar ações que visam mitigar emissões de gases e adaptar o país às mudanças climáticas.

Em 2025, o programa mobilizou R$ 75 bilhões em capitais, dos quais R$ 14 bilhões foram convertidos em financiamentos. O CMN, presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, conta ainda com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e da ministra do Planejamento, Simone Tebet.

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Com informações da Agência Brasil