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Com alívio da guerra, Petrobras reduz preço do querosene de aviação

(via Agência Brasil)

| Edição de 01 de julho de 2026 | Atualizado em 01 de julho de 2026

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A Petrobras anunciou uma redução de 14,5% no preço do querosene de aviação (QAV) a partir desta quarta-feira (1º). Este ajuste, que ocorre sempre no início do mês, marca o segundo mês consecutivo de queda nos preços do combustível vendido às distribuidoras.

Essa mudança significa uma redução de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da estatal, o preço atualizado do QAV varia entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro.

A Petrobras justificou que a redução foi possível devido à "atenuação" dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais dos derivados de petróleo.

Apesar da redução, o preço do QAV ainda está 40,5% acima do registrado no final de 2025, o que representa um aumento de R$ 1,39 por litro.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, causou perturbações na cadeia logística da indústria do petróleo, resultando em um aumento nos preços. O bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% da produção internacional de óleo e gás, foi um dos principais fatores para a alta dos preços.

Mesmo sendo um país produtor de petróleo, o Brasil segue os preços internacionais para o produto e seus derivados, por se tratarem de commodities.

Últimos meses

Em abril, a Petrobras aumentou o QAV em 55%, seguido de um aumento de 18% em maio. Para mitigar o impacto nos custos das companhias, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste. Em junho, houve uma redução de 14,2% no preço do QAV.

A diminuição dos efeitos da guerra também levou o governo federal a iniciar a retirada gradual dos subsídios aos combustíveis, que funcionavam como um reembolso para as empresas produtoras e importadoras, evitando um choque de preços para o consumidor final.

Cadeia de comércio

A Petrobras vende o QAV produzido em suas refinarias ou importado para as distribuidoras, que então transportam e comercializam o combustível para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos, ou ainda para revendedores. A estatal detém cerca de 85% da produção de QAV, mas o mercado é aberto à concorrência, permitindo a atuação de outras empresas como produtoras ou importadoras.

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Com informações da Agência Brasil