ECONOMIA

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Com queda do dólar, comércio cresce 0,5% em março e amplia recorde

(via Agência Brasil)

| Edição de 13 de maio de 2026 | Atualizado em 13 de maio de 2026

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O dólar em queda impulsionou as vendas de produtos importados, contribuindo para um crescimento de 0,5% no comércio brasileiro entre fevereiro e março. Este desempenho, que marca a terceira alta consecutiva, levou o setor a alcançar seu maior patamar.

Comparando com março do ano anterior, o comércio registrou um avanço de 4%. No acumulado de 12 meses, a expansão foi de 1,8%.

As informações são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desempenho Mensal

Variação do comércio nos últimos meses:

  • Outubro: 0,5%
  • Novembro: 1%
  • Dezembro: -0,3%
  • Janeiro: 0,5%
  • Fevereiro: 0,7%
  • Março: 0,5%

O analista da pesquisa, Cristiano Santos, destaca que desde outubro de 2025, o setor mantém uma tendência de alta, não afetada pelo desempenho negativo de dezembro.

Atividades em Destaque

Entre os oito grupos de atividades pesquisados pelo IBGE, cinco apresentaram crescimento na comparação mês a mês:

  1. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 5,7%
  2. Combustíveis e lubrificantes: 2,9%
  3. Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,9%
  4. Livros, jornais, revistas e papelaria: 0,7%
  5. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,1%
  6. Tecidos, vestuário e calçados ficaram estáveis: 0%
  7. Móveis e eletrodomésticos: -0,9%
  8. Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -1,4%

O crescimento de 5,7% na atividade de equipamentos para escritório, informática e comunicação está relacionado à desvalorização do dólar frente ao real, tornando os produtos importados mais acessíveis.

Em março, o valor médio do dólar era R$ 5,23, enquanto um ano antes era R$ 5,75.

“As empresas aproveitam para compor estoque com a redução do dólar e, posteriormente, realizam promoções. O mês de março foi significativo devido a essas promoções. Equipamentos de informática têm essa característica de ligação com o dólar.”

Apesar do aumento nos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio, a atividade de combustíveis e lubrificantes cresceu 2,9%. “A demanda não caiu”, afirma Santos. O aumento de preços resultou em um crescimento de 11,4% nas receitas do setor.

Desempenho dos Supermercados

O recuo de 1,4% na atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que representa mais da metade do setor de comércio, pode ser atribuído à inflação.

Comércio Atacadista

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado como veículos, motos, partes e peças, material de construção, e produtos alimentícios, bebidas e fumo, o indicador subiu 0,3% de fevereiro para março, marcando um crescimento de 0,2% no acumulado de 12 meses.

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Com informações da Agência Brasil