ECONOMIA

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Com tensão no Irã, dólar fecha em R$ 5,32, o maior valor desde janeiro

(via Agência Brasil)

| Edição de 13 de março de 2026 | Atualizado em 13 de março de 2026

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Em um cenário de crescente tensão no Oriente Médio, o dólar fechou a sexta-feira (13) em alta, atingindo o maior valor desde janeiro. A moeda norte-americana teve um aumento de 1,41%, encerrando o dia cotada a R$ 5,316, com um pico de R$ 5,325 no final da tarde. Esse movimento reflete a busca global por ativos mais seguros, como o dólar, em meio ao agravamento das tensões entre Irã e Israel.

A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a intensificação das ações militares contra o Irã, elevou as preocupações de um conflito prolongado, impactando diretamente os preços da energia. Na semana, o dólar acumulou uma valorização de 1,38%, enquanto em março já subiu 3,55%, revertendo parte da queda de 2,16% de fevereiro. No acumulado de 2026, contudo, a moeda ainda apresenta uma desvalorização de cerca de 3,15% frente ao real.

Desempenho do Real

No mercado cambial brasileiro, o real teve o pior desempenho entre as principais moedas emergentes. Houve uma saída significativa de recursos do país, com investidores aproveitando a cotação mais baixa do dólar após o forte desempenho do real nos primeiros meses do ano.

Intervenção do Banco Central

Na manhã de sexta-feira, o Banco Central realizou uma operação de venda de US$ 1 bilhão no mercado à vista e ofertou 20 mil contratos de swap cambial reverso, uma operação equivalente à compra de dólar futuro. Esta intervenção ocorreu em meio a sinais de menor liquidez e pressão no cupom cambial, que reflete a taxa de juros em dólar no país.

Externamente, o fortalecimento do dólar também foi evidenciado pelo avanço do Dollar Index (DXY), que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes. O índice ultrapassou a marca de 100 pontos pela primeira vez desde novembro de 2025, encerrando o dia próximo de 100,5 pontos, acumulando uma alta superior a 1,6% na semana.

Mercado de Ações

No mercado de ações brasileiro, a aversão ao risco também pressionou a bolsa. O Ibovespa caiu 0,91%, fechando aos 177.653 pontos, o menor nível desde 22 de janeiro. Durante a sessão, o índice chegou a operar acima de 178 mil pontos, mas perdeu força na segunda metade do pregão.

Na semana, o índice acumulou uma queda de 0,95%, após uma queda mais acentuada de 4,99% na semana anterior. Apesar do desempenho recente negativo, o Ibovespa ainda registra uma valorização de 10,26% no acumulado de 2026. Em março, no entanto, a baixa já chega a 5,9%.

Incertezas Geopolíticas

O aumento das incertezas geopolíticas, especialmente em relação ao Irã, contribuiu para a queda do mercado. As declarações de Trump sobre possíveis ataques intensificados contra o Irã elevaram a cautela entre os investidores, especialmente às vésperas do fim de semana, quando os mercados permanecem fechados.

A tensão geopolítica também impulsionou o preço do petróleo. O contrato do petróleo Brent para maio avançou 2,67%, fechando a US$ 103,14 por barril, acumulando um ganho semanal de cerca de 11%. A commodity já subiu mais de 40% em março e aproximadamente 70% no ano.

* Com informações da Reuters

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Com informações da Agência Brasil