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Dez estados e o DF têm menor desemprego no país, revela o IBGE

(via Agência Brasil)

| Edição de 14 de novembro de 2025 | Atualizado em 14 de novembro de 2025

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Dez estados brasileiros e o Distrito Federal registraram, no terceiro trimestre deste ano, a menor taxa de desemprego desde 2012, início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os estados que alcançaram esse recorde de baixa no nível de desocupação foram Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada pelo IBGE no Rio de Janeiro. Essas unidades da federação estão alinhadas com a média nacional, que também registrou o menor índice de desemprego da série histórica, com 5,6%.

Embora Santa Catarina não esteja na lista dos estados com a menor taxa de desemprego já registrada, o estado, junto com Mato Grosso, apresenta a menor taxa de desocupação do país: 2,3%.

Esse índice representa uma ligeira alta em comparação com o segundo trimestre, quando era de 2,2%, mas o IBGE considera essa variação como "estabilidade".

A pesquisa

A Pnad investiga o comportamento do mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, seja com carteira assinada ou não, temporário ou por conta própria.

Para o instituto, apenas é considerada desocupada a pessoa que efetivamente buscou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. A pesquisa visita 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Confira as taxas de desocupação de todas as UF

  • Santa Catarina: 2,3%
  • Mato Grosso: 2,3%
  • Rondônia: 2,6%
  • Espírito Santo: 2,6%
  • Mato Grosso do Sul: 2,9%
  • Paraná: 3,5%
  • Tocantins: 3,8%
  • Minas Gerais: 4,1%
  • Rio Grande do Sul: 4,1%
  • Goiás: 4,3%
  • Roraima: 4,7%
  • São Paulo: 5,2%
  • Brasil: 5,6%
  • Maranhão: 6,1%
  • Ceará: 6,4%
  • Pará: 6,5%
  • Paraíba: 7,0%
  • Acre: 7,4%
  • Piauí: 7,5%
  • Rio Grande do Norte: 7,5%
  • Rio de Janeiro: 7,5%
  • Amazonas: 7,6%
  • Alagoas: 7,7%
  • Sergipe: 7,7%
  • Distrito Federal: 8,0%
  • Bahia: 8,5%
  • Amapá: 8,7%
  • Pernambuco: 10%

Estrutura econômica

Comentando sobre os estados com menores taxas de desocupação, o analista da pesquisa, William Kratochwill, destacou que esses estados historicamente apresentam números mais baixos.

“A estrutura econômica dessas regiões é a principal razão para os números tão baixos, pois cada uma possui características distintas”, explicou.

Ele exemplificou com Santa Catarina, que tem o maior percentual de pessoas empregadas na indústria.

Para justificar as taxas de desemprego mais elevadas nos estados do Nordeste, o analista do IBGE mencionou que a região é “notoriamente menos desenvolvida economicamente”, além de apresentar baixa escolarização.

“Isso pode ser um obstáculo para o desenvolvimento econômico, já que falta mão de obra qualificada para impulsionar o crescimento”, afirmou.

Carteira assinada

O levantamento revela que oito unidades da federação têm um percentual de empregados com carteira assinada no setor privado superior à média nacional (74,4%):

  • Santa Catarina: 88,0%
  • São Paulo: 82,8%
  • Rio Grande do Sul: 82,0%
  • Mato Grosso do Sul: 80,8%
  • Paraná: 80,7%
  • Mato Grosso: 78,9%
  • Rio de Janeiro: 76,7%
  • Distrito Federal: 76,3%

Sete estados não chegam a 60% dos empregados com carteira assinada:

  • Maranhão: 51,9%
  • Piauí: 52,4%
  • Paraíba: 55,3%
  • Pará: 56,8%
  • Acre: 58,1%
  • Ceará: 58,9%
  • Bahia: 59,3%



Com informações da Agência Brasil