ECONOMIA

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Dólar cai para R$ 4,98, e bolsa sobe em dia de alívio

(via Agência Brasil)

| Edição de 14 de maio de 2026 | Atualizado em 14 de maio de 2026

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O mercado financeiro apresentou uma recuperação parcial após a instabilidade do dia anterior, marcada por repercussões políticas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O dólar, que havia ultrapassado a marca de R$ 5, recuou, enquanto a bolsa interrompeu uma sequência de três quedas.

No cenário internacional, o ambiente mais favorável ao risco, impulsionado por sinais de distensão entre Estados Unidos e China, também contribuiu para a valorização dos ativos brasileiros.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (14) vendido a R$ 4,986, com um recuo de R$ 0,022 (-0,45%). A moeda começou o dia cotada a R$ 5,02, caiu para R$ 4,97 ao longo da manhã e estabilizou-se em R$ 4,98 no restante do dia.

A moeda americana devolveu parte da forte alta registrada na quarta-feira, quando havia subido mais de 2% devido à piora do humor doméstico. Apesar do recuo, o dólar ainda acumula uma valorização de 1,89% na semana e ganhos de 0,68% em maio.

Os investidores avaliaram que a disparada da moeda na sessão anterior refletiu também a realização de lucros, já que o real vinha acumulando forte valorização em 2026.

Bolsa reage

O mercado de ações também mostrou reação. O índice Ibovespa, da B3, avançou 0,72%, alcançando 178.365 pontos.

O Ibovespa acompanhou o desempenho positivo das bolsas de Nova York e voltou a subir após três sessões consecutivas de perdas. O índice foi sustentado principalmente pelas ações da Petrobras, que têm maior peso no indicador, e de bancos.

As ações ordinárias da Petrobras valorizaram-se 0,82%, enquanto os papéis preferenciais subiram 0,96%.

Apesar da recuperação, o Ibovespa acumula uma queda de 3,12% na semana e de 4,78% no mês. No ano, o índice registra um aumento de 10,70%.

Cenário externo

No cenário global, sinais positivos nas conversas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping foram acompanhados de perto. Segundo Trump, o governo chinês teria se manifestado favoravelmente à manutenção da navegação no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio global de petróleo.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam em alta, impulsionados por dados fortes de vendas no varejo, reforçando a percepção de resiliência da economia americana.

Petróleo estável

O petróleo encerrou o dia em leve alta, em uma sessão marcada pela volatilidade causada pelas tensões no Oriente Médio.

O barril do Brent para julho, referência para as negociações internacionais, subiu 0,09%, cotado a US$ 105,72. O barril WTI para junho, do Texas, avançou 0,15%, atingindo US$ 101,17.

O mercado reagiu a relatos de que uma embarcação teria sido levada para águas iranianas próximo à costa dos Emirados Árabes Unidos, aumentando a preocupação com possíveis impactos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz.

Apesar das tensões, investidores também monitoraram a possibilidade de aumento da produção pela Organização dos Países Produtores de Petróleo e Aliados (Opep+), em uma tentativa de reduzir os impactos da crise sobre a oferta global.

*Com informações da Reuters

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Com informações da Agência Brasil