Em meio às tensões geopolíticas envolvendo a Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro, o mercado financeiro encontrou um respiro. O dólar recuou para o menor patamar em 25 dias, enquanto a bolsa de valores registrou uma alta significativa, alcançando o nível mais elevado desde meados de dezembro.
Na última segunda-feira (5), o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,405, uma queda de R$ 0,018, ou 0,84%. A moeda iniciou o dia em alta, atingindo R$ 5,45 por volta das 10h30, mas reverteu a tendência e passou a cair, acompanhando o movimento global.
O valor da moeda norte-americana é o mais baixo desde 12 de dezembro, quando encerrou o dia a R$ 5,41.
No mercado de ações, o otimismo também prevaleceu. O índice Ibovespa, da B3, fechou a segunda-feira em 161.870 pontos, com uma alta de 0,83%. Após oscilações durante a manhã, o indicador firmou uma tendência de alta à tarde.
O Ibovespa está no nível mais alto desde 15 de dezembro, impulsionado principalmente por ações de bancos e mineradoras.
Apesar de um início de pregão tenso no cenário global, prevaleceu a percepção de que a invasão da Venezuela pode ter um efeito deflacionário nos Estados Unidos. Isso se deve ao aumento da produção de petróleo, que deve elevar a oferta nos próximos meses, resultando na queda dos preços dos combustíveis no mercado americano a médio prazo.
A redução dos preços dos combustíveis alivia a pressão inflacionária nos Estados Unidos, criando espaço para que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) reduza as taxas de juros no início de 2026. Juros mais baixos em economias desenvolvidas incentivam a migração de capitais para mercados emergentes, como o Brasil.
*Com informações da Reuters
Com informações da Agência Brasil