ECONOMIA

min de leitura

Dólar sobe para R$ 4,92, e bolsa avança por segundo dia consecutivo

(via Agência Brasil)

| Edição de 06 de maio de 2026 | Atualizado em 06 de maio de 2026

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Em um dia de oscilações no mercado financeiro, o dólar encerrou a quarta-feira (6) com leve alta, influenciado pela intervenção do Banco Central (BC). Enquanto isso, a bolsa de valores registrou sua segunda alta consecutiva, ultrapassando a marca dos 187 mil pontos.

O dólar comercial foi vendido a R$ 4,921, com um acréscimo de R$ 0,009 (+0,17%). Durante a manhã, a moeda americana chegou a atingir R$ 4,93, mas perdeu força ao longo da tarde, refletindo uma melhora no apetite global por risco.

Apesar da queda do dólar em relação a outras moedas, fatores internos pressionaram o câmbio. O Banco Central interveio no mercado, vendendo US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, o que equivale a uma compra de dólares no mercado futuro.

Essa operação tende a elevar o dólar. Analistas apontam que o BC aproveitou a baixa cotação da moeda americana para realizar swaps reversos, visando reduzir o estoque de operações cambiais, predominantemente composto por swaps cambiais tradicionais (venda de dólares no mercado futuro).

A queda do petróleo também influenciou o desempenho do real. Nos últimos dias, a moeda brasileira vinha se beneficiando da alta da commodity, relevante para a balança comercial do país.

Mesmo com a alta no dia, o dólar ainda acumula:

  • Queda de 0,63% na semana;
  • Recuo de 10,34% no ano.

Bolsa

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, registrou sua segunda alta consecutiva, acompanhando o movimento positivo dos mercados internacionais.

O índice fechou com avanço de 0,50%, aos 187.690 pontos, após oscilar entre uma mínima de 186.762 e uma máxima de 188.674 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 29,2 bilhões.

O desempenho foi impulsionado por ações de mineradoras e empresas de consumo, que se valorizaram. Em contrapartida, empresas do setor de petróleo recuaram, refletindo a forte queda da commodity.

As ações ordinárias da Petrobras caíram 3,77%, enquanto os papéis preferenciais recuaram 2,86%. As ações da estatal são as mais negociadas no Ibovespa.

No cenário internacional, as bolsas de Nova York registraram ganhos superiores a 1%, com novos recordes no S&P 500 e no Nasdaq, reforçando o ambiente favorável a ativos de risco.

Petróleo

Os preços do petróleo despencaram cerca de 7% no mercado internacional, impactando diretamente câmbio e bolsa.

O barril do tipo Brent, referência global, caiu 7,83%, para US$ 101,27. O WTI, do Texas, recuou 7,03%, para US$ 95,08.

A queda foi motivada por sinais de redução das tensões no Oriente Médio. Nesta quarta, o Irã indicou que o Estreito de Ormuz está aberto para navegação segura, enquanto o governo dos Estados Unidos mencionou avanços nas negociações com o país.

A diminuição do risco de interrupções no fornecimento global de petróleo reduziu o chamado “prêmio de risco” da commodity, pressionando os preços para baixo. Mesmo com o recuo, o mercado continua atento ao conflito, que ainda pode gerar volatilidade nos preços de energia e impactos sobre a economia global.

* com informações da Reuters

?

Com informações da Agência Brasil