ECONOMIA

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Durigan diz que aumento da dívida decorre dos juros, não dos gastos

(via Agência Brasil)

| Edição de 06 de agosto de 2026 | Atualizado em 06 de agosto de 2026

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o crescimento da dívida brasileira não é resultado de um aumento nos gastos, mas sim das elevadas taxas de juros praticadas no país. Ele explicou que essa situação ocorre devido à necessidade do governo de quitar dívidas antigas por meio da emissão de novos títulos, o que acarreta em um maior pagamento de juros.

Em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (6), Durigan destacou que, embora exista uma relação entre a questão fiscal e os juros, outros fatores também influenciam as altas taxas cobradas no Brasil.

Questionado sobre se os gastos governamentais contribuem para o cenário de juros altos, o ministro assegurou que “o governo não está gastando mais do que arrecada”.

“O que acontece é que estamos pagando dívidas antigas com títulos novos. É, portanto, na gestão da dívida que estamos aumentando a dívida. É na rolagem da dívida, e não nos gastos”, complementou.

Em julho, dados divulgados pelo Tesouro Nacional indicaram que a forte emissão de títulos vinculados à Taxa Selic, os juros básicos da economia, fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em junho, ultrapassando os R$ 9,2 trilhões.

Durigan reiterou que os juros elevados são o principal fator por trás do aumento do endividamento público.

“Claro que vamos continuar atuando para melhorar o resultado fiscal do país”, disse, destacando que, do ponto de vista econômico, o país está em boa situação, “com o melhor resultado de inflação da história” e as agências internacionais de risco melhorando cada vez mais as avaliações sobre o país.

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Com informações da Agência Brasil