ECONOMIA

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Durigan diz que Brasil está num bom caminho e prevê superávit este ano

(via Agência Brasil)

| Edição de 06 de maio de 2026 | Atualizado em 06 de maio de 2026

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que o papel de seu ministério é assegurar a estabilidade financeira do país. Durante entrevista ao programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, ele ressaltou que o Brasil está no caminho certo. "Estamos projetando superávit para este ano e para o próximo", destacou.

Durigan mencionou que o Ministério da Fazenda já apresentou a primeira peça do orçamento para 2027: "É a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que já prevê um superávit de 0,5% para o próximo ano e vamos continuar nesse ritmo".

Durigan também fez uma comparação entre 2026, último ano do atual mandato do presidente Lula, e 2022, que marcou o fim do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro: "2026 será diferente de 2022. Em 22, também havia guerra, havia problemas. O que foi feito em 2022 foi meter os pés pelas mãos. Tomou-se dinheiro dos governadores na mão grande, houve calote em precatórios e as pessoas pararam de receber".

O ministro explicou que naquele ano foi registrado superávit, mas que isso ocorreu porque "empurraram um monte de problemas para a frente". Na entrevista, Durigan lembrou que o então ministro Fernando Haddad pagou quase R$ 30 bilhões aos governadores em 2023, quitou precatórios, realizou a reforma tributária e organizou as contas do país. "Vamos fazer de 2026 um ano de estabilidade econômica".

Risco no abastecimento

"Neste ano, temos risco no abastecimento [de combustíveis]. É um risco para escoar nossa safra e para os caminhoneiros continuarem trabalhando regularmente", alertou.

"Estamos cuidando para manter o abastecimento firme no país", disse o ministro. Ele informou que, a pedido do presidente, conversou com todos os governadores e afirmou que as coisas não serão feitas como em 2022.

"Se há um problema com todos, vamos dividir a conta, especificamente da importação do diesel. Estamos dividindo a conta e mesmo os [governadores] da oposição concordaram, exceto um".

Quem ficou de fora do acordo foi o governo de Rondônia, que não aceitou reduzir o ICMS, imposto estadual que incide sobre o diesel.

O ministro explicou que o governo federal retirou o tributo do diesel, mas também do biodiesel "para tratar de maneira paritária o combustível fóssil e o renovável. "Estamos apresentando também ao Congresso a possibilidade de retirar o tributo da gasolina e do etanol, ainda que parcialmente".

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Com informações da Agência Brasil