ECONOMIA

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Em 2024, taxa de inovação das empresas brasileiras chegou a 64,4%

(via Agência Brasil)

| Edição de 19 de março de 2026 | Atualizado em 19 de março de 2026

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Em 2024, o Brasil contava com 10.165 empresas com 100 ou mais funcionários nas indústrias extrativas e de transformação. Destas, 64,4% introduziram algum produto novo ou substancialmente aprimorado e/ou incorporaram algum processo de negócios novo ou melhorado em uma ou mais de suas funções.

Esse resultado representa uma redução de 0,2 ponto percentual na taxa de inovação em relação a 2023, que foi de 64,6%. Esta é a terceira queda consecutiva desde 2021, quando a taxa era de 70,5%.

A taxa de inovação foi mais alta entre as empresas de maior porte, alcançando 75,4% nas que empregam mais de 500 pessoas.

Os dados são da Pesquisa de Inovação Semestral 2024: Indicadores básicos (Pintec), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inovação em Produtos e Processos

Em 2024, 32,7% das empresas analisadas inovaram tanto em produto quanto em processo de negócios, uma queda de 1,7 ponto percentual em relação a 2023, quando o índice foi de 34,4%. Este é o menor índice de inovação observado em ambas as categorias desde o início do ciclo da Pintec Semestral, em 2021.

As empresas que inovaram apenas em produto apresentaram a menor taxa do período em 2024, com 12,5%. Em contrapartida, as que inovaram somente em processos de negócios tiveram um aumento, com taxas de 19,2% em 2024, comparadas a 16,6% em 2023, um acréscimo de 2,6 pontos percentuais.

“2021 foi um ano muito atípico de pós-pandemia. As atividades produtivas e inovativas estavam bastante represadas. Nos três últimos anos as atividades ficaram mais estáveis. A taxa de investimentos também caiu e houve alta da taxa de juros, a Selic”, explicou Flávio Peixoto, analista da Pintec.

Setores de Destaque

O setor de fabricação de produtos químicos liderou o ranking de inovação entre as atividades industriais, com 84,5%, seguido pela fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (82,1%) e fabricação de móveis (77,1%). Já o setor de fabricação de produtos do fumo foi o menos inovador, com 29,8%.

Investimentos em P&D

Em 2024, 32,9% das empresas investiram em atividades internas de pesquisa e desenvolvimento (P&D), o menor percentual desde 2021, quando era de 33,9%. Nos setores de fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, produtos químicos, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, e outros equipamentos de transporte, a taxa de investimento superou 50%.

Os gastos com P&D em 2024 foram de aproximadamente R$ 39,9 bilhões, um aumento em termos nominais comparado a 2023, quando foram R$ 38,2 bilhões.

As empresas inovadoras da indústria de transformação foram responsáveis por 85,4% desse valor (R$ 34,1 bilhões), enquanto as das indústrias extrativas contribuíram com 14,6% (R$ 5,8 bilhões). Em termos absolutos, houve um aumento dos dispêndios tanto na indústria de transformação quanto na extrativa.

Apoio Público

Em 2024, 38,6% das empresas inovadoras utilizaram algum tipo de apoio público, em comparação com 36,3% em 2023. O incentivo fiscal à pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica foi o instrumento de apoio público mais utilizado, com 28,9% de adesão.

A expectativa para 2025 é que 96,4% das empresas inovadoras aumentem ou mantenham os gastos com P&D.

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Com informações da Agência Brasil