ECONOMIA

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Entenda como funciona investir no Tesouro Reserva

(via Agência Brasil)

| Edição de 11 de maio de 2026 | Atualizado em 11 de maio de 2026

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O governo lançou o Tesouro Reserva, uma nova modalidade de investimento voltada para pequenos investidores que desejam guardar dinheiro com segurança, liquidez e simplicidade. Este título público federal, que pode ser adquirido a partir de apenas R$ 1, promete rendimentos diários baseados na Taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano, e pode ser movimentado a qualquer hora do dia, inclusive aos fins de semana e feriados.

Uma Alternativa Acessível e Competitiva

O Tesouro Reserva surge como uma tentativa do governo de ampliar o acesso aos investimentos públicos, competindo diretamente com produtos populares como a poupança e os Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Inicialmente, estará disponível apenas para os correntistas do Banco do Brasil, mas há negociações em andamento para incluir outras instituições financeiras.

Funcionamento e Vantagens

Este título público não possui a "marcação a mercado", o que significa que o investidor não verá oscilações diárias no valor investido, uma característica que o diferencia dos outros papéis do Tesouro Direto. O rendimento diário é calculado pela "marcação na curva", contabilizando os juros dia após dia, o que reduz as oscilações visíveis para o investidor.

Comparativo de Rendimento

Com a Selic em 14,5% ao ano, o Tesouro Reserva promete superar significativamente a rentabilidade da poupança, que rendeu 7,53% nos últimos 12 meses. Simulações indicam que uma aplicação de R$ 1 mil poderia render R$ 1.051,23 em seis meses, R$ 1.101,82 em um ano e R$ 1.207,12 em dois anos, sempre superando a poupança.

Facilidade de Acesso

Um dos grandes atrativos do Tesouro Reserva é o valor mínimo de aplicação, de apenas R$ 1, com um limite máximo de R$ 500 mil por pessoa. Isso visa atrair novos investidores, especialmente aqueles que ainda não investem ou que mantêm dinheiro parado na conta corrente.

Operações 24 Horas

O Tesouro Reserva é o primeiro título público brasileiro que permite movimentações 24 horas por dia, sete dias por semana, sem depender do horário tradicional do mercado financeiro. Além disso, a nova plataforma permitirá movimentações via Pix, facilitando ainda mais o acesso dos investidores.

Tributação e Custos

Os rendimentos do Tesouro Reserva estão sujeitos à cobrança de Imposto de Renda, seguindo a tabela regressiva da renda fixa, e ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para resgates nos primeiros 30 dias. Até R$ 10 mil investidos, não haverá taxa de custódia da B3; acima disso, será cobrada uma taxa de 0,20% ao ano.

Concorrência e Expectativas

Além de competir com a poupança, o Tesouro Reserva também disputa espaço com CDBs e Letras de Crédito, que podem oferecer rentabilidades superiores a 100% do CDI. No entanto, os títulos públicos têm a garantia do governo federal, o que pode ser um diferencial para muitos investidores.

O Tesouro Nacional tem como meta aumentar significativamente o número de investidores pessoa física, que atualmente soma cerca de 3,4 milhões. A expectativa é superar 10 milhões de aplicadores nos próximos anos, apostando na facilidade de acesso e na possibilidade de movimentação instantânea.

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Com informações da Agência Brasil