ECONOMIA

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Estratégias para reduzir insegurança alimentar têm de ser permanentes

(via Agência Brasil)

| Edição de 02 de julho de 2026 | Atualizado em 02 de julho de 2026

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Em julho de 2025, o Brasil celebrou um marco significativo ao deixar o Mapa da Fome, com menos de 2,5% da população em risco de subnutrição. Contudo, a realidade ainda é desafiadora, com cerca de 6,5 milhões de brasileiros enfrentando insegurança alimentar grave.

Apesar de ser o menor índice registrado, especialistas alertam para a necessidade contínua de combate à fome. Atualmente, 77% da população brasileira tem acesso regular e suficiente a alimentos saudáveis e de qualidade.

Segundo Lucas de Almeida Moura, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Combate à Fome, é crucial tornar permanentes as estratégias que reduziram a insegurança alimentar no país.

“Alcançar esse marco é resultado de uma forte intersetorialidade entre políticas públicas, que precisam ser mantidas e aprimoradas.”

O combate à insegurança alimentar vai além da oferta de alimentos, abrangendo a garantia de renda mínima, educação, acesso à água, saneamento básico, segurança pública e emprego.

Lucas Moura desenvolveu o Índice Multidimensional de Insegurança Alimentar, que avalia a fome a partir de 12 indicadores de Desenvolvimento Sustentável. Os resultados de 2022 mostraram piora no cenário nacional, com os menores índices em Santa Catarina e os maiores no Maranhão, Acre e Amazonas.

Políticas Públicas

Valéria Burity, secretária de Combate à Pobreza e à Fome, destaca a meta de garantir que todos os brasileiros tenham direito à alimentação de qualidade. O Plano Brasil sem Fome, que integra políticas econômicas e de proteção social, foi fundamental para essa redução.

“Queremos garantir o direito à alimentação adequada como um direito para toda a população brasileira.”

O plano promoveu a agricultura familiar, ajustou a alimentação escolar e apoiou cozinhas comunitárias, além de garantir proteção social, trabalho e renda.

Três Pilares

A professora Semíramis Domene, da Unifesp, ressalta três movimentos principais que reduziram a fome: combate à desigualdade, fortalecimento das políticas públicas de proteção social e incentivo à produção de alimentos.

As políticas de emprego e renda foram essenciais, com o menor índice de desemprego em 13 anos e aumento do salário mínimo. O fortalecimento do SUS e do Bolsa Família também contribuiu significativamente, permitindo que famílias melhorassem suas condições e deixassem o programa.

Por fim, o fortalecimento das políticas de abastecimento, especialmente da agricultura familiar, foi crucial para garantir que alimentos cheguem à mesa das pessoas.

Insegurança Alimentar

Daniel Duque, economista do Ibre/FGV, destaca o papel do Bolsa Família na redução da fome. O aumento da assistência à renda e a desaceleração dos preços dos alimentos contribuíram para melhorar a situação alimentar no Brasil.

Para manter o Brasil fora do Mapa da Fome, é essencial garantir um mercado de trabalho favorável, sem indicativos de reversão do emprego.

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Com informações da Agência Brasil