O fim da jornada 6x1, aprovado pela Câmara dos Deputados, gerou reações distintas entre trabalhadores e empresários. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) celebrou a decisão como uma "vitória histórica da classe trabalhadora", enquanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou a proposta "inadequada e inoportuna".
Para a CUT, a aprovação representa a concretização de uma das principais reivindicações sindicais das últimas décadas, resultado da mobilização das centrais sindicais e da pressão de movimentos sociais junto aos parlamentares.
Em contrapartida, a CNI alerta que a redução da jornada, sem uma transição adequada e sem ganhos de produtividade, pode aumentar custos e pressionar preços, impactando empregos e a economia.
Repercussão
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a votação, alegando que foi "movida por interesses eleitorais" e que representa um "grave retrocesso" ao anular acordos coletivos, além de ferir a segurança jurídica.
Outras centrais sindicais, como a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), também apoiaram o fim da escala 6x1, destacando o papel do governo federal e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na conquista.
As entidades sindicais afirmam que a nova jornada melhorará a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo para família e lazer, e que experiências internacionais mostram aumento de produtividade e geração de empregos.
Agricultura familiar
Vania Marques, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), celebrou a aprovação da PEC como um reconhecimento de que "ninguém deve viver apenas para trabalhar".
Ela defende que a redução da jornada sem perdas salariais é um sinal de respeito a quem "produz e sustenta o país", e atribui o avanço à mobilização popular e à pressão sindical.
Agronegócio
No setor agropecuário, a reação foi negativa. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) estima que a PEC, se promulgada, poderá gerar um custo adicional de R$ 4,1 bilhões ao agronegócio paranaense.
A Faep critica a falta de diálogo com as entidades do setor produtivo e alerta que a mudança pode comprometer a eficiência do agronegócio, com efeitos negativos imediatos.
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Com informações da Agência Brasil