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“Fizemos o Plano Safra voltado à transição ecológica”, diz ministra

(via Agência Brasil)

| Edição de 01 de julho de 2026 | Atualizado em 01 de julho de 2026

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A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, anunciou que o Plano Safra voltado para a agricultura familiar não só é o maior em termos de crédito, com uma oferta de R$ 85,2 bilhões, mas também o mais vantajoso, devido à redução das taxas de juros.

"Agora conseguimos produzir alimentos com uma taxa de 2%. Se for agroecologia, a taxa é de 1%", destacou durante o programa Bom Dia, Ministra, do Canal Gov, na manhã desta quarta-feira (1º).

Fernanda enfatizou que o Plano Safra foi desenvolvido com foco na transição ecológica, oferecendo um pacote de assistência técnica para garantir que a agricultura familiar possa utilizar insumos biológicos, preservando o meio ambiente e aplicando as melhores práticas.

Segundo a ministra, a política pública lançada recentemente, com um aumento de 9% na oferta de crédito para o setor, faz parte de uma trajetória de crescimento. Ela lembrou que em 2023, a produção de alimentos contava com R$ 53 bilhões em crédito, concentrados na Região Sul.

"Conseguimos expandir o alcance para todas as regiões, proporcionando condições mais acessíveis para os agricultores familiares em áreas com menor acesso, como as regiões Norte e Nordeste", afirmou Fernanda Machiaveli.

A ministra também destacou que o Ministério do Desenvolvimento Agrário mantém um conjunto de medidas para proteger a agricultura familiar dos impactos das mudanças climáticas, como o Pró-Agro, um seguro para quem contrata o Pronaf, e o Garantia Safra, que oferece proteção aos agricultores de subsistência do semiárido.

"A atividade agrícola é arriscada e, no contexto das mudanças climáticas, esse risco aumenta. Sabemos que este ano será desafiador para todos, especialmente para a agricultura familiar."

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) também oferece uma linha de crédito específica para adaptação climática, beneficiando produções nas regiões Norte e Nordeste. Além disso, há programas de fomento como o Terra à Mesa.

"Publicamos ontem o edital. São R$ 413 milhões destinados à adaptação climática no semiárido. Este apoio ajudará os agricultores a enfrentar a instabilidade climática. Serão R$ 8 mil por família, beneficiando um total de 60 mil famílias, com assistência técnica e formação inclusas."

Os recursos poderão ser utilizados para a implantação de cisternas, energia solar, irrigação, quintais produtivos ou qualquer tecnologia que permita a adaptação da produção de alimentos em períodos de seca.

"Para todo o país, estão disponíveis linhas de bioeconomia e tecnificação, com taxa de 2% ao ano para financiar a irrigação. Dentro do programa Mais Alimentos, há a possibilidade de financiar a tecnificação para adaptação climática, com taxas variando de 1,5% a 2% para esses investimentos", concluiu.

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Com informações da Agência Brasil