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FUP defende transição energética que fortaleça estatais e gere emprego

(via Agência Brasil)

| Edição de 25 de março de 2026 | Atualizado em 25 de março de 2026

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) destacou a importância de uma transição energética inclusiva no Brasil, que sirva como impulso para a reindustrialização, criação de empregos de qualidade e fortalecimento das estatais. Essa visão foi compartilhada pelo coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, durante um painel realizado no Rio de Janeiro pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

Bacelar enfatizou que a transição energética está em disputa e que o Brasil deve trilhar um caminho próprio, pautado pela soberania e inclusão social. Ele defende que esse processo deve estar alinhado a uma política industrial de longo prazo, com investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de protagonismo das empresas estatais.

Desafios e Potencialidades Regionais

Segundo Bacelar, a transição energética no Brasil deve considerar as diferenças tecnológicas e potencialidades regionais, evitando a reprodução de desigualdades e assegurando sua eficácia. Em um país de dimensões continentais, não existe uma solução única; as rotas tecnológicas devem dialogar com as vocações locais.

O Papel do Estado

O dirigente sindical argumenta que cabe ao Estado coordenar esse processo, integrando inovação tecnológica com desenvolvimento regional. O objetivo é garantir não apenas a redução de emissões de gases de efeito estufa, mas também a geração de empregos de qualidade, renda e soberania, respeitando as realidades de cada território.

Qualificação e Proteção Social

A FUP também ressalta a necessidade de qualificação profissional, fortalecimento dos serviços públicos e combate à pobreza energética, além da ampliação da proteção social às comunidades mais impactadas pela crise climática.

O evento contou ainda com a participação de Adriana Marcolino, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese); Fabiola Latino Antezano, da Central Única dos Trabalhadores (CUT); e Felipe Pateo, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A mediação foi realizada pelo jornalista Lucas Pordeus, da Agência Brasil.

O seminário prossegue nesta quinta-feira (26), reunindo especialistas, pesquisadores, representantes do setor público e do movimento sindical para debater os desafios da transição energética e seus impactos no desenvolvimento do país.

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Com informações da Agência Brasil