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Galípolo pede aprovação de PEC que prevê mais autonomia para o BC

(via Agência Brasil)

| Edição de 08 de abril de 2026 | Atualizado em 08 de abril de 2026

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O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, fez um apelo aos senadores para que aprovem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65/2023, que busca garantir maior autonomia técnica, orçamentária e financeira à instituição.

“Desde a minha sabatina [em outubro de 2024], eu já pedi apoio, ajuda e, agora, estou pedindo socorro”, declarou Galípolo durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado, que investiga a atuação e expansão de facções criminosas no Brasil.

Galípolo destacou que o BC opera quase no limite de sua capacidade, dependendo do "senso de responsabilidade dos servidores públicos" e enfrentando dificuldades para contratar pessoal e investir em novas tecnologias.

“Precisamos de recursos”, afirmou, associando a execução adequada das funções do BC, como o controle da inflação e a fiscalização do sistema financeiro, à redefinição da autonomia da instituição.

“Às vezes, a palavra autonomia é mal compreendida. De maneira nenhuma o BC quer se eximir da responsabilidade de prestar contas sobre qualquer centavo que gastar. Quanto mais instituições houver para o BC prestar contas, melhor […] mas precisamos ter os recursos adequados para desempenhar nossas funções e avançarmos com inovações jurídicas que, olhando para a jurisdição internacional, já estão atrasadas”, argumentou Galípolo.

Atualmente, cerca de 3,4 mil dos 6.470 cargos do BC previstos em lei estão ocupados. “O BC dos Estados Unidos, o Federal Reserve, tem 23 mil servidores. O da Índia tem 13 mil”, comparou, evidenciando o subdimensionamento da instituição brasileira.

Para Galípolo, nas atuais circunstâncias, é quase impossível o BC supervisionar adequadamente o ecossistema financeiro e, ainda, contribuir com iniciativas de combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado, que, segundo ele, “encontra dinheiro para adquirir novas tecnologias e maneiras de burlar o sistema”.

PEC

A PEC nº 65 visa a alterar a Constituição Federal, estabelecendo um novo regime jurídico para o Banco Central, conferindo-lhe autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira.

A proposta também define que o Banco Central será organizado como uma empresa pública com poder de polícia, incluindo regulação, supervisão e resolução, e estabelece a supervisão do Congresso Nacional sobre suas atividades.

O texto que tramita no Senado prevê que, se aprovada, a proposta eximirá o BC da subordinação a ministérios ou outros órgãos da administração pública, de forma a torná-lo mais eficiente e independente.

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Com informações da Agência Brasil