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Haddad diz esperar US$ 10 bi para fundo de proteção às florestas

(via Agência Brasil)

| Edição de 03 de novembro de 2025 | Atualizado em 03 de novembro de 2025

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou em São Paulo que o Brasil tem como objetivo captar US$ 10 bilhões em investimentos públicos para o Fundo Tropical das Florestas (TFFF). Este fundo é uma iniciativa global para proteger florestas, recompensando financeiramente os países que preservam suas florestas tropicais.

Haddad destacou que a meta deve ser atingida até o final do próximo ano, durante a presidência do Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Ele explicou que os recursos iniciais viriam de governos, mas poderiam ser ampliados com a participação de fundações, fundos e empresas.

“Se a gente terminar o primeiro ano com US$ 10 bilhões de recursos públicos, seria um grande feito”, afirmou Haddad após reuniões no evento COP30 Business & Finance Forum, promovido pela Bloomberg Philanthropies em São Paulo.

“Para alcançar US$ 10 bilhões, bastaria que alguns países do G20 aderissem, permitindo que começássemos a remunerar os países que mantêm florestas tropicais, especialmente aqueles endividados, que não têm recursos para mantê-las. O TFF viria em suporte dessa iniciativa”, acrescentou.

Haddad reconheceu que a proposta é “ambiciosa”, mas acredita que é possível. Ele está otimista com a aprovação da proposta, destacando que o TFF é uma das ideias mais promissoras surgidas nos últimos anos. O objetivo final é que o fundo reúna US$ 125 bilhões, com 20% de países soberanos e 80% de capital privado.

COP30

Durante uma entrevista, o ministro relatou que as negociações em São Paulo com investidores e financiadores mostraram “sinais concretos de que algumas ideias podem começar a sair do papel”. Ele mencionou que há disposição para que a COP do Brasil seja um marco, com alguns países já sinalizando anúncios durante o evento.

Para Haddad, o Brasil está liderando um debate global importante sobre sustentabilidade. Ele destacou que, além da COP, o país tem sido protagonista no G20, onde pela primeira vez ministros de finanças participam da COP, entregando um relatório. “O Brasil quis fazer dessa COP uma COP pragmática e propositiva”, concluiu.



Com informações da Agência Brasil