ECONOMIA

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Leilão de reserva de capacidade contrata 501 MW de termelétricas

(via Agência Brasil)

| Edição de 20 de março de 2026 | Atualizado em 20 de março de 2026

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A segunda etapa do leilão de reserva de capacidade de 2026, realizada nesta sexta-feira (20), resultou na contratação de 501,3 megawatts (MW) de potência de usinas termelétricas. Este movimento visa assegurar o fornecimento de energia ao país.

Do total contratado, 20 MW serão provenientes de usinas movidas a óleo combustível, 383 MW de termelétricas a diesel e 98,4 MW de usinas de biodiesel.

O leilão de reserva de capacidade é uma estratégia para garantir a potência firme e a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). O objetivo é assegurar o suprimento de energia, permitindo que o sistema conte com usinas disponíveis para operar em momentos críticos e de alta demanda, como no início da noite.

Economia de R$ 1,83 bilhão

O certame, iniciado às 10h na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em São Paulo, foi conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela CCEE. Denominado LRCAP nº 3, o leilão alcançou contratações que geraram uma economia estimada de R$ 1,83 bilhão, com um deságio médio de 50,14%, superando o leilão anterior realizado na quarta-feira (18).

O deságio representa o desconto obtido a partir do preço-teto estabelecido pelo leilão, favorecendo as ofertas com valores mais atrativos. Durante sua operação, essas usinas de energia terão um custo de R$ 979 milhões.

Três rodadas

De acordo com a Aneel, 38 projetos se inscreveram para participar do certame, totalizando 5.890 megawatts. Entre eles, 18 eram de termelétricas a óleo e 20 de térmicas a biodiesel.

As três rodadas do leilão começaram às 10h e se estenderam até cerca de 13h50.

Na primeira rodada, foram contratadas termelétricas a óleo combustível e óleo diesel para fornecimento por três anos, com início em 1º de agosto de 2026. O preço obtido foi de R$ 899,65 mil por megawatt/ano, representando um deságio de 56% em relação ao preço-teto de R$ 1,6 milhão por megawatt/ano.

Na segunda rodada, os lances foram para a contratação de termelétricas a óleo combustível e óleo diesel, também para fornecimento por três anos, com início em 1º de agosto de 2027. Os contratos firmados tiveram o preço de R$ 860,8 mil por megawatt/ano, novamente abaixo do preço-teto de R$ 1,6 milhão.

Na terceira e última rodada, a contratação foi de termelétricas a biodiesel, para fornecimento por 10 anos, com início em 1º de agosto de 2030. O preço obtido foi de R$ 787,15 mil por megawatt/ano, comparado ao preço-teto de R$ 1,75 milhão.

Reserva de capacidade

Na quarta-feira anterior, ocorreu o primeiro leilão de contratação de reserva de capacidade na forma de potência do ano (LRCAP nº 02), que contratou potência de usinas hidrelétricas e termelétricas a carvão e gás natural. Este certame negociou oito produtos em sete rodadas, contratando 100 usinas que disponibilizarão 18,997 gigawatts.

Esta negociação movimentou R$ 515,7 bilhões em receita total, registrando um deságio de 5,52%, o que representa uma economia de mais de R$ 33,64 bilhões para os consumidores ao longo destes contratos. O leilão também gerou R$ 64,5 bilhões em investimentos.

Com os dois leilões realizados neste ano, considerados os mais aguardados do setor de energia, o governo contratou 19,5 GW em potência, majoritariamente de combustíveis fósseis.

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Com informações da Agência Brasil