O mercado financeiro ajustou para baixo as previsões de inflação para 2026. Conforme o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá encerrar o ano em 4,05%.
Na semana anterior, o índice, que é referência para a inflação oficial do país, estava em 4,06%, e há quatro semanas, em 4,10%.
Para os anos seguintes, 2027 e 2028, as previsões permanecem inalteradas há dez semanas, em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Meta de inflação
O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação para 2025 em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a inflação de dezembro subiu 0,33%, comparada aos 0,18% do mês anterior. Com isso, o IPCA de 2025 fechou em 4,26%, dentro da meta estabelecida pelo governo.
O IBGE destacou que, exceto pelo grupo habitação, que teve uma queda de 0,33%, todos os outros grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta em dezembro.
A maior variação, de 0,74%, e o maior impacto, de 0,15 ponto percentual, vieram dos transportes, seguidos por saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e impacto de 0,07 ponto percentual.
PIB
Os demais índices do Boletim Focus mantiveram-se estáveis em relação às semanas anteriores.
Para o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil, o mercado projeta um crescimento de 1,80% para 2026, percentual que se mantém há cinco semanas consecutivas, e o mesmo é esperado para 2027.
Para 2028, a expectativa é de que o PIB cresça 2%.
Câmbio
As projeções para o câmbio também permanecem estáveis há 13 semanas, com a expectativa de que o dólar feche 2026 cotado a R$ 5,50, mesmo valor projetado para 2027.
Para 2028, espera-se que a moeda norte-americana termine o ano cotada a R$ 5,52.
Selic
A taxa básica de juros, a Selic, deverá ser reduzida dos atuais 15% para 12,25% até o final de 2026, segundo o mercado financeiro, e para 10,50% em 2027. Para 2028, a expectativa é que ela caia ainda mais, para 9,88%.
Atualmente, a Selic está em seu maior nível desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Após alcançar 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024.
A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho e tem sido mantida nesse nível desde então.
Variações da Selic
Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que impacta os preços, pois juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança. Assim, taxas mais elevadas podem dificultar a expansão econômica.
Os bancos consideram outros fatores ao definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Selic é reduzida, a tendência é que o crédito se torne mais acessível, estimulando a produção e o consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e incentivando a atividade econômica.
Com informações da Agência Brasil