Uma das grandes expectativas do governo para o próximo ano é a implementação da tarifa zero no transporte público. No entanto, esse projeto depende da finalização dos estudos técnicos conduzidos pelo Ministério da Fazenda para que possa avançar, conforme informou o ministro das Cidades, Jader Filho, nesta segunda-feira (8). Ele destacou que somente após a apresentação dos dados financeiros, as duas pastas envolvidas poderão começar a desenvolver uma proposta conjunta para um modelo de financiamento.
Durante um encontro com jornalistas, o ministro Jader Filho se mostrou cauteloso ao evitar detalhes sobre a proposta, mas defendeu a necessidade de um pacto federativo que envolva a União, os estados e os municípios. "Todos os entes da Federação precisam estabelecer soluções compartilhadas, com cada um contribuindo", afirmou o ministro.
O ministro também ressaltou que algumas cidades já adotaram iniciativas de tarifa zero em determinados dias da semana, e que essas experiências serão consideradas pelo governo federal na elaboração do projeto.
Para Jader Filho, o debate sobre a implementação da tarifa zero é urgente e não pode ser adiado. "Estamos chegando num processo que o mundo inteiro já está tratando, e o Brasil não vai poder se furtar dessa discussão [sobre a gratuidade do transporte público]", disse ele.
Contribuição conjunta
O ministro destacou que o modelo atual de financiamento do transporte público está insustentável, contribuindo para o sucateamento do sistema e a diminuição do número de usuários. "Há um processo rápido de sucateamento que está expulsando o usuário do transporte público. Esse modelo que está aí não funciona mais", afirmou Jader Filho.
Orçamento
Jader Filho também mencionou que o Ministério das Cidades empenhou quase a totalidade dos R$ 501,4 milhões liberados pela equipe econômica no final de novembro. Segundo ele, dos cerca de R$ 15 bilhões do orçamento da pasta para este ano, apenas R$ 15 milhões, uma pequena fração, não foram empenhados.
Com informações da Agência Brasil