O ministro da Fazenda, Dario Durigan, expressou descontentamento com a decisão de Rondônia de não participar da iniciativa do governo federal que visa reduzir o ICMS sobre o diesel. Essa medida temporária foi proposta como uma forma de mitigar o aumento dos preços dos combustíveis no Brasil, consequência da guerra no Oriente Médio.
Durigan argumentou que a recusa de Rondônia é motivada por questões políticas, e não técnicas, já que a maioria dos estados, inclusive aqueles governados por opositores, aceitou a proposta para aliviar o impacto do aumento dos preços sobre a população.
"É lamentável que a gente tenha questões políticas orientando essa decisão neste momento em que estamos fazendo um esforço nacional em benefício da população", afirmou Durigan durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação.
O ministro destacou que as razões do governo de Rondônia são "estritamente políticas". "Se fossem razões técnicas, os outros 26 estados também apontariam essa questão", completou.
Durigan enfatizou que Rondônia, devido à sua forte dependência do transporte rodoviário, tende a sentir mais intensamente os efeitos da alta dos combustíveis. Portanto, a não adesão à proposta prejudica o próprio estado.
"Estados com governadores de oposição, que têm uma série de discussões duras conosco no Congresso Nacional, aderiram porque sentiram essa demanda", disse o ministro.
Ele lamentou que, por razões políticas, o governo de Rondônia não tenha aderido à iniciativa. O estado é governado pelo policial militar Coronel Marcos Rocha, que recentemente trocou de partido, saindo do União Brasil para se filiar ao PSD.
Durigan também mencionou que levará o caso ao presidente Lula para uma possível avaliação de medidas alternativas que possam beneficiar a população local.
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Com informações da Agência Brasil