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Ministro teme impacto de redução do INSS Patronal na Previdência

(via Agência Brasil)

| Edição de 20 de maio de 2026 | Atualizado em 20 de maio de 2026

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O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, expressou sua preocupação com uma proposta parlamentar que sugere isentar temporariamente os empregadores do pagamento da Contribuição Previdenciária Patronal, conhecida como INSS Patronal.

“Me preocupo muito com qualquer coisa que tire recursos da Previdência Social”, afirmou Queiroz durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta quarta-feira (20).

A emenda parlamentar à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que discute a redução da jornada de trabalho no Brasil, extinguindo a jornada 6x1, condiciona uma série de contrapartidas fiscais e trabalhistas à diminuição gradual do limite da jornada semanal de trabalho, de 44 para 40 horas. A proposta foi apresentada pelo deputado federal Sérgio Turra (PP-RS) e conta com o apoio de 175 deputados.

Além da isenção temporária e escalonada do pagamento de 20% sobre os salários dos empregados contratados após a eventual aprovação da PEC, a emenda sugere que a alíquota da contribuição patronal para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) seja reduzida dos atuais 8% para 4%.

Os 176 deputados federais signatários da proposta desejam que a PEC 221 assegure aos empregadores, em caráter compensatório, a redução proporcional da alíquota da Contribuição do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (Gilrat), o antigo Seguro de Acidente de Trabalho (SAT), que financia aposentadorias especiais e benefícios previdenciários concedidos em casos de acidentes de trabalho.

Assim como a proposta original do Palácio do Planalto, a emenda estabelece o limite semanal de trabalho em 40 horas, mas mantém a possibilidade de compensação de horários e ajustes de jornada por negociação. Ou seja, defende a prevalência do “negociado sobre o legislado”. Além disso, prevê tratamento específico para atividades consideradas essenciais, que, com a eventual aprovação da emenda, deverão ser regulamentadas por lei complementar, permitindo a compensação de horários e a alteração da jornada mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Inviável

Referindo-se exclusivamente às propostas de compensação fiscal e trabalhista que, se aprovadas, impactariam a Previdência Social, o ministro Wolney Queiroz afirmou que, caso seja necessário abrir mão de receitas fiscais, o governo federal possivelmente terá que cortar outras despesas não obrigatórias, como investimentos em infraestrutura.

“Pagamos R$ 83 bilhões por mês em benefícios previdenciários. São R$ 1,14 trilhão por ano”, destacou Queiroz.

O ministro ressaltou que quase metade (47%) do gasto primário federal é destinado a cobrir despesas obrigatórias com a Previdência Social. “Qualquer coisa que impacte a Previdência Social tem que ser muito bem pensada, muito bem medida. Temos que ter cuidado com o impacto para não a inviabilizarmos”, alertou.

Segundo Wolney, as contas da Previdência Social “já são muito delicadas”. A pressão tende a aumentar com o envelhecimento da população brasileira e a meta do governo federal de reduzir o tempo médio que o cidadão aguarda entre o pedido de um benefício e a resposta final do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A meta do governo é reduzir o tempo médio de resposta a menos de 45 dias, conforme o limite máximo estabelecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

“São 45 dias em média, porque há lugares onde são 90 dias [de prazo médio] e outros onde serão três ou quatro dias”, explicou o ministro.

Ele sugeriu que, na prática, é impossível “zerar” a fila de espera do INSS, já que mensalmente são apresentados cerca de 1,3 milhão de novos pedidos de benefícios. “Se não tiver fila nenhuma, se estiver tudo zerado, já temos 1,3 milhão de requerimentos para processar todos os meses”, concluiu.

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Com informações da Agência Brasil