ECONOMIA

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Nova plataforma aproxima investidores chineses da bolsa brasileira

(via Agência Brasil)

| Edição de 24 de junho de 2026 | Atualizado em 25 de junho de 2026

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O Brasil avança em sua estratégia de estreitar laços com o mercado financeiro chinês. Nesta quarta-feira (24), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, marcou presença no lançamento de uma parceria que permitirá a integração dos dados do mercado de capitais brasileiro na Wind Financial Terminal, a principal plataforma de informações financeiras da China.

Essa iniciativa conecta as bases da B3, a bolsa de valores brasileira, à ferramenta utilizada por gestores de recursos, bancos, seguradoras e corretoras chinesas, criando uma ponte direta entre investidores asiáticos e ativos brasileiros.

A parceria é parte de uma missão oficial da Fazenda à China, com o objetivo de ampliar a cooperação financeira, atrair investimentos e avançar em agendas relacionadas à transição ecológica.

Dados em tempo real

Com a integração, usuários institucionais chineses terão acesso a informações do mercado brasileiro, como:

  • cotações de ativos;
  • índices de mercado;
  • estatísticas de negociação;
  • dados de referência;
  • séries históricas.

De acordo com o Ministério da Fazenda, esta medida diminui a distância entre investidores e oportunidades no Brasil, facilitando análises, comparações de mercado e decisões de alocação de recursos.

Antes do evento em Xangai, Durigan destacou que a iniciativa fortalece a transparência e ajuda a posicionar o país como um destino atrativo para investimentos internacionais.

“O Brasil tem se consolidado como um porto seguro e dinâmico para o capital estrangeiro. Ao integrarmos os dados da B3 à principal plataforma financeira da China, estamos construindo uma ponte de transparência que reduz distâncias e dá aos investidores asiáticos as ferramentas necessárias para participarem ativamente do nosso crescimento”, declarou.

O governo brasileiro acredita que o maior acesso às informações do mercado nacional pode diversificar as fontes de financiamento da economia e aumentar a presença de investidores chineses no país.

A expectativa é que a integração entre as plataformas ajude a fortalecer a cooperação financeira bilateral e amplie o fluxo de capital estrangeiro para setores estratégicos da economia brasileira.

Missão à China

O lançamento da plataforma ocorre durante a viagem oficial de Durigan a Xangai e Pequim, focada em ampliar a cooperação econômica entre Brasil e China.

A missão, que se estende até sexta-feira (26), envolve discussões sobre instrumentos de financiamento, investimentos sustentáveis e integração dos mercados financeiros dos dois países.

Entre os temas abordados estão:

  • emissão de títulos Panda Bonds (títulos públicos brasileiros no mercado chinês);
  • promoção do Programa Eco Invest Brasil;
  • Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP);
  • desenvolvimento do mercado regulado de carbono.

Segundo a Fazenda, a missão busca mobilizar recursos para projetos de transformação ecológica e fortalecer cadeias produtivas.

Além de mobilizar o capital necessário para a descarbonização da economia brasileira, o Brasil busca modernizar a relação institucional com o país asiático, atrair investimentos produtivos, gerar inovação e fortalecer a integração de cadeias de valor.

Relação estratégica

A agenda inclui encontros com instituições financeiras e organismos multilaterais. Ainda nesta quarta-feira (24), Durigan participou, como convidado, do Fórum Brasil–China sobre Finanças Verdes. Organizado por entidades não governamentais, o evento foca no debate sobre o papel das finanças sustentáveis na relação sino-brasileira.

Na tarde desta quarta (horário chinês), Durigan reuniu-se com a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, em Xangai. O NDB é também conhecido como Banco do Brics.

Na quinta-feira (25) e sexta (26), Durigan estará em Pequim para a continuação da missão oficial.

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Com informações da Agência Brasil