O programa Desenrola, em sua nova versão apelidada de Desenrola 2.0, está prestes a ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A grande novidade é a possibilidade de usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas, conforme confirmado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em São Paulo.
Durigan destacou que haverá um limite para o uso do FGTS no programa, com um percentual de saque específico para garantir o fundo. Isso significa que o saque será limitado e vinculado ao pagamento das dívidas, mas não excederá o valor da dívida.
Em reuniões com banqueiros e o presidente da Federação Brasileira de Bancos, Isaac Sidney, Durigan discutiu os detalhes do programa. Estiveram presentes representantes de grandes bancos, como BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e Nubank, além de Citibank.
O ministro afirmou que as conversas com as instituições financeiras estão sendo finalizadas e que o programa de renegociação das dívidas das famílias brasileiras será apresentado ao presidente ainda esta semana. A expectativa é que o anúncio oficial seja feito em breve.
Redução da Inadimplência
O Desenrola 2.0 visa reduzir os níveis de inadimplência no país, especialmente em um cenário de juros elevados, mas com previsão de queda. O programa busca exigir reduções em dívidas que mais afetam as famílias, como as de cartão de crédito, crédito direto ao consumidor (CDC) e cheque especial.
Aporte do Fundo Garantidor de Operações
O programa contará com um aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO), garantindo a renegociação para aqueles que desejarem. Durigan espera que os descontos possam chegar a até 90%.
Ele ressaltou que o programa não será um "Refis periódico", mas sim uma medida excepcional, destacando que as famílias não devem esperar a recorrência desse tipo de iniciativa.
Impacto Esperado
O governo espera que milhões de pessoas sejam beneficiadas pela nova medida, superando os 15 milhões de beneficiados do primeiro programa Desenrola Brasil, que negociou R$ 53,2 bilhões em dívidas.
Além disso, o ministro se reunirá com executivos de empresas do setor de petróleo e gás, como Equinor Brasil, Petrogal Brasil, Repsol Sinopec Brasil, Shell Brasil e TotalEnergies EP Brasil, para discutir outros aspectos econômicos.
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Com informações da Agência Brasil